Quase todos os dias de dezembro com excesso de mortalidade. Foram ultrapassados máximos de 13 anos

CNN Portugal , DCT
12 jan, 15:21
Ambiente hospitalar em tempos de pandemia

O relatório do INSA diz respeito ao período entre 28 de novembro e 18 de dezembro, não sendo ainda conhecidos dados das últimas duas semanas do ano

De 28 de novembro a 18 de dezembro morreram mais 1.146 pessoas do que o esperado para esse período do ano. O anúncio foi, esta quinta-feira, feito pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), que dá conta de um aumento de 16%.

Este aumento do número de mortes nas semanas 48, 49 e 50 de 2022 é em parte explicado pelo vírus da gripe, que este ano chegou mais cedo e de forma mais intensa, passados dois anos de fraca ou nula circulação. "Este período coincidiu com o aumento da atividade gripal, que este ano ocorreu mais cedo do que é habitual em Portugal, o que poderá ajudar a explicar o aumento da mortalidade observado”, lê-se no comunicado enviado às redações.

Em quase todos os dias de dezembro houve excesso de mortalidade e, até 22 desse mês, em sete dias foram batidos os recordes máximos para o mesmo dia nos últimos 13 anos, segundo o Sistema de Informação dos Certificados de Óbito.

No entanto, somente em janeiro é que o organismo irá publicar o relatório anual onde detalha as causas de morte - e só no final do ano é que será revelada a avaliação da mortalidade de 2020 a 2022. Mas 2022 é já considerado o pior ano de sempre no que diz respeito à mortalidade.

O Departamento de Epidemiologia do INSA revela ainda que foram as pessoas mais idosas as que mais faleceram neste período analisado, tendo-se verificado um excesso de mortalidade em pessoas acima dos 75 anos de idade.

A nível geográfico, diz o INSA, “foi nas regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo e Centro onde se identificou excessos de mortalidade no período em análise”. 

 

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