Mais proteção contra a Ómicron e reforço apenas uma vez por ano. A nova versão da vacina da Moderna

9 jun, 13:06
Vacina Moderna

Farmacêutica diz que nova versão eleva de tal modo os anticorpos que um reforço anual será suficiente. Dados finais ainda não foram divulgados, mas Moderna espera conseguir fazer o pedido de aprovação dos reguladores de saúde nas próximas semanas

A farmacêutica Moderna revelou, esta quarta-feira, que a nova versão da vacina contra a covid-19 tem uma resposta imunitária superior à da vacina original que tem sido utilizada até agora e aumenta a esperança que o reforço passe a ser feito anualmente.

De acordo com a Reuters, a nova versão da vacina, a mRNA1273.214, conseguiu multiplicar em oito vezes os anticorpos neutralizantes contra a Ómicron em apenas quatro semanas. O novo medicamento combina a dose original da vacina com uma proteção original contra a variante e foi testado em 400 participantes do ensaio clínico. 

Paul Burton, diretor médico da Moderna, citado pelo The Guardian, afirma que esta nova versão da vacina aumenta de tal modo os anticorpos que um reforço anual será suficiente, a não ser que surja uma nova variante que exija que a vacina tenha de ser refeita.

"Os dados que mostramos hoje são muito importantes porque temos uma resposta muito forte de anticorpos contra a Ómicron. Pela primeira vez, podemos olhar para o potencial reforço anual, porque podemos levar as pessoas a um nível tão alto que levarão mais tempo a decair”, afirmou.

Apesar da farmacêutica ainda não ter divulgado os dados completos do ensaio, em comunicado de imprensa, a Moderna revela que a nova vacina combina então 25 microgramas da vacina original, com 25 microgramas de uma vacina específica para a variante Ómicron, e que na fase 2/3 do ensaio, 437 pessoas, com três doses de vacina prévias, receberam esta quarta dose de 50 microgramas.

A Moderna espera conseguir fazer o pedido de aprovação dos reguladores de saúde nas próximas semanas. Caso a vacina consiga providenciar um ano de proteção contra a covid-19, isso pode abrir caminho para que a doença seja tratada como a gripe, em que as variantes são identificadas continuamente antes da época vacinal do ano. 

“Para podermos avançar, precisamos de chegar ao mundo como fazemos com a gripe, onde vemos a nova variante e a inserimos na nova vacina, podemos fazer isso rapidamente e podemos adaptar-nos muito mais rápido", afirmou Burton.

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