"É incompreensível". Ministro da Saúde condena violência e solidariza-se com obstetra agredida nas urgências

Agência Lusa , RL
29 set, 09:57
Serviços de obstetrícia e ginecologia com constrangimentos durante a maior parte de agosto

A médica foi agredida por duas pessoas na urgência do Hospital de São Francisco Xavier

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, condenou esta quarta-feira a agressão de profissionais de saúde e mostrou-se solidário com uma médica que esta semana foi agredida na urgência do Hospital de São Francisco Xavier (Lisboa).

A médica foi agredida por duas pessoas na segunda-feira, uma situação denunciada pelo Sindicato Independente dos Médicos.

Questionado pelos jornalistas, o ministro explicou que na manhã  de quarta-feira esteve no Hospital São Francisco Xavier para se inteirar das “circunstâncias exatas em que ocorreu essa agressão”, para se “solidarizar com os profissionais do hospital e para condenar de forma inequívoca todo e qualquer ato de violência contra profissionais de saúde”.

"É incompreensível", disse o ministro, "que se possa agredir pessoas que estão a tentar ajudar a vida dos outros e a salvar vidas".

Manuel Pizarro afirmou que o plano contra a violência nos hospitais e espaços de saúde está a decorrer, com resultados positivos, mas que não se consegue evitar todos os casos, até porque o sistema de saúde é de “porta aberta”.

Mas acrescentou sobre o caso: “Estou solidário e farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir a segurança dos profissionais e a punição dos responsáveis”.

Perante a insistência dos jornalistas, Manual Pizarro afirmou que “nada justifica ou diminui a culpa de quem agride um profissional de saúde”, e se a pandemia de covid-19 pode ter causado “alguma perturbação” não se pode aceitar nem desculpabilizar essas situações.

O ministro falava aos jornalistas depois de ter participado em Lisboa numa conferência sobre envelhecimento, promovida pela União das Misericórdias Portuguesas.

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