Estado de contingência alargado pelo menos até domingo

Agência Lusa , FMC
14 jul, 23:17
José Luís Carneiro discursa durante a apresentação da Força de Bombeiros de Portugal

Ministro explicou que alargamento se deve por fatores como as elevadas temperaturas, os baixos níveis de humidade, os ventos previstos e noites quentes, que não permitem um retorno a níveis de temperatura mais baixos

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, anunciou esta quinta-feira que o país se mantém em estado de contingência até às 00:00 de domingo e que o eventual prolongamento desse estado será reavaliado nesse dia.

“Entendemos que tínhamos o dever de manter o mesmo grau de responsabilidade, o que significa manter o estado de contingência entre os dias 16 e 17”, disse José Luís Carneiro em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

O ministro adiantou que no domingo de manhã, após a reunião da ANEPC para fazer atualização de dados e uma avaliação do ponto de situação, que deve começar pelas 10:30, acontece uma reunião dos membros do Governo “para avaliar se o nível de contingência se deve manter para além de domingo ou se deve recuar no estado de alerta”.

O ministro da Administração Interna reuniu-se ao final da tarde na sede da ANEPC com os ministros da Defesa Nacional, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, da Saúde, do Ambiente e Ação Climática e da Agricultura e Alimentação, “para avaliação das medidas adotadas no âmbito da Declaração de Situação de Contingência e decisão sobre o seu prolongamento”.

O prolongamento, para já, por mais dois dias do estado de contingência, que já tinha sido avançado esta quinta-feira de manhã pelo primeiro-ministro, António Costa, numa visita ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), justifica-se por fatores como as elevadas temperaturas, os baixos níveis de humidade, os ventos previstos e noites quentes, que não permitem um retorno a níveis de temperatura mais baixos, explicou o ministro.

Destacou, no entanto, a taxa de eficácia de cerca de 90% no combate a incêndios nos primeiros 90 minutos, sendo reduzida a percentagem dos que se transformam em grandes incêndios, adiantando que 89% dos fogos têm uma área ardida até um hectare.

O ministro sublinhou o reforço do dispositivo de combate este ano, com mais meios humanos, técnicos e financeiros, com cerca de 13 mil operacionais, 60 meios aéreos e mais de três mil equipas, e que “os meios de que o Estado dispõe estão todos em prontidão, todos mobilizados para enfrentar estes momentos tão difíceis”.

José Luís Carneiro referiu ainda que esta quinta-feira foram “detidos em flagrante delito” dois incendiários, nos distritos do Porto e Setúbal, homens “na casa dos 50 anos”, que foram presentes às autoridades e aguardam o decurso processual.

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