Prisão preventiva para suspeito de ameaçar matar Marcelo

25 jan, 17:11

Ex-militar de 40 anos vai ficar detido na ala psiquiátrica do hospital prisional de Caxias

O ex-militar de 40 anos que foi detido por ameaças de morte ao Presidente da República ficou em prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa, que vai cumprir na ala psiquiátrica do hospital prisional de Caxias, apurou a CNN Portugal.

A CNN apurou também que o antigo oficial do Exército passou a última noite tranquilo, não oferecendo qualquer resistência. Deu entrada nos calabouços da PJ de Lisboa na tarde de terça-feira, tendo ficado isolado na cela.

O seu comportamento foi considerado calmo, desinteressado e apático.

O detido encontra-se igualmente medicado.

Considerado perigoso, especialista em armas e com antecedentes por crimes violentos e posse de armas proibidas, é suspeito da prática dos crimes de coação agravada, de extorsão na forma tentada e de detenção de arma proibida.

As ameaças dirigidas a Marcelo Rebelo de Sousa chegaram em finais de outubro à Casa Civil, através de uma carta com uma exigência de pagamento de um milhão de euros, indicando mesmo o número de uma conta bancária para onde deveria ser feita a transferência, e o aviso de que se tal não ocorresse num curto espaço de tempo o Presidente da República seria morto a tiro. Na altura das ameaças, o Presidente da República não estava na residência oficial.

Dentro do envelope seguia ainda uma bala, que tal como a carta foram desde logo remetidas para a Unidade de Contraterrorismo da PJ e sujeitas a perícias no Laboratório de Polícia Científica. A carta anunciava o número de uma conta bancária para onde o dinheiro devia ser transferido. 

A PJ seguiu o rasto dos indícios e, passados três meses, chegou ao autor da ameaça ao Presidente da República, que foi localizado e detido numa operação cirúrgica mas com elevadas medidas de segurança, dada a perigosidade do suspeito. Foi ainda feita uma busca à sua residência e apreendidos vários elementos de prova.

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