Macroalga da costa de Peniche permite retardar envelhecimento da pele (e já foi aprovada a patente para uso em produtos dermatológicos)

Agência Lusa , CF
16 ago, 19:40
Peniche (Manuel Romano/NurPhoto via Getty Images)

Estudo do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente revela que "extratos enriquecidos em florotaninos e outros componentes obtidos a partir de uma macroalga pertencente ao género Fucus, recolhida na costa de Peniche, apresentam um marcado efeito inibidor sobre as enzimas colagenase e elastase"

Uma macroalga existente na costa de Peniche permite retardar o envelhecimento da pele, concluiu um estudo do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, que já viu aprovada a patente para o uso desta espécie em produtos dermatológicos.

A investigação levada a cabo por uma equipa do MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, um polo do Instituto do Politécnico de Leiria (IPL), concluiu que “extratos enriquecidos em florotaninos e outros componentes obtidos a partir de uma macroalga pertencente ao género Fucus, recolhida na costa de Peniche, apresentam um marcado efeito inibidor sobre as enzimas colagenase e elastase”, divulgou esta terça-feira o IPL.

Sendo estas duas enzimas “responsáveis pela degradação da matriz da pele e diretamente relacionadas com o processo de envelhecimento cutâneo”, os resultados da investigação demonstram assim “o elevado potencial destes componentes para serem incorporados em formulações dermatológicas”, refere um comunicado do IPL.

O estudo iniciou-se com a recolha da macroalga na costa de Peniche, no distrito de Leiria, seguindo-se um processo de preparação da mesma (lavagem, congelação, liofilização, trituração) nos laboratórios do MARE - Politécnico de Leiria.

Os componentes bioativos presentes na alga foram posteriormente “extraídos com diferentes solventes permitidos na indústria cosmética, de acordo com os referenciais normativos nacionais e europeus em vigor”, explicam os investigadores.

O processo de extração utilizado permitiu a separação de diferentes classes de compostos, dando origem aos respetivos extratos enriquecidos, que se demonstrou terem efeito inibidor sobre as enzimas, retardando o envelhecimento da pele.

A investigação originou um pedido de patente, que foi agora aprovada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial, conclui o comunicado do IPL.

Saúde

Mais Saúde

Patrocinados