Primeiro-ministro defende responsabilidade da comunicação social no combate ao extremismo e desinformação

Agência Lusa , AM
9 mai, 11:22
Luís Montenegro (Lusa)

Montenegro criticou os que vão “atrás ou alimentem agendas” de quem quer minar os processos democráticos

O primeiro-ministro defendeu esta quinta-feira que os órgãos de comunicação social têm “grande responsabilidade” no combate “ao extremismo, ao populismo excessivo, à desinformação”, criticando os que vão “atrás ou alimentem agendas” de quem quer minar os processos democráticos.

“Quando os órgãos de comunicação social ditos tradicionais vão atrás das agendas daqueles que querem minar - seja através das ‘fake news’ seja de mecanismos mais sofisticados -, vão atrás dessas agendas ou alimentam essas agendas estão indiretamente a contribuir para obter os resultados que aqueles outros querem obter”, considerou Luís Montenegro, sem explicitar a quem se referia.

Luís Montenegro abriu a conferência “Europa, que futuro?”, que integra o ciclo de “Conferências da RTP/ Sociedade Civil”, que decorre hoje no Centro Cultural de Belém, e assinala o Dia da Europa.

Precisamente por estar a falar numa iniciativa da RTP, o primeiro-ministro terminou a sua intervenção apontando o combate à desinformação e à “interferência externa nos processos democráticos da União Europeia” como um dos desafios centrais dos próximos anos.

Montenegro defendeu que também os órgãos de comunicação social “têm uma grande responsabilidade que devem assumir” no “combate político ao extremismo, ao populismo excessivo, no combate à desinformação” e na salvaguarda “de uma informação que proteja o interesse público”.

“É um desafio que se coloca hoje aos órgãos de comunicação social”, defendeu.

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