Do erótico Afonso Noite-Luar ao infantil "De que cor é um beijinho": há mais gente a comprar livros, eis os tops (aproveite para escolher uns para o verão)

7 ago, 10:00
Ler (Pixabay)

Vendas de livros aumentaram e em algumas editoras os números já são superiores aos de 2019

Entre abril e junho deste ano venderam-se mais de 2,7 milhões de livros em Portugal. Os dados são da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que recorre a dados disponibilizados pela consultora GfK e que mostram que os portugueses estão a comprar mais livros que em 2021 - e que em 2019, antes da pandemia. 

Essas compras têm sido sentidas por algumas editoras - que garantem à CNN Portugal que tem existido um "crescimento" na procura de livros. Há já quem afirme que "boa recuperação é o facto de estarmos em linha com as semanas de junho e julho pré-pandemia."

Segundo o Grupo Presença, "nos últimos meses tem-se verificado uma evolução no mercado livreiro que se traduz no aumento da procura de livros e consequentemente na sua venda", sendo que os portugueses continuam a preferir as "edições em papel, ficando para segundo plano a procura de ebooks". "Na verdade, os ebooks continuam a ter pouca expressão no nosso país, sendo as suas vendas ainda residuais", explica fonte da Presença à CNN Portugal.

Cenário semelhante tem sido registado pelo Grupo Porto Editora, que tem "verificado um ligeiro aumento na procura de livros face ao verão de 2021", com "o papel a merecer a escolha da maioria dos leitores, permitindo momentos de qualidade longe dos ecrãs". "Mas aquilo que nos augura uma boa recuperação é o facto de estarmos em linha com as semanas de junho e julho pré-pandemia (2019)", explica fonte da editora, acrescentando que tem existido um aumento de procura pelos audiolivros.

Também na Bertrand tem sido registado "um aumento na procura e na venda de livros, principalmente no segmento jovem adulto (young adult)", sendo que "para já o formato físico ainda continua a prevalecer face ao formato eBook ou audiolivro".

Quem também já regista valores superiores aos de 2021 e de 2019 é a FNAC, que diz estar a assistir a uma recuperação no mercado semelhante à de outros sectores e que, "apesar de a venda dos e-books ter aumentado durante a pandemia - o que incentivou a digitalização da maioria das atividades -, os portugueses continuam a preferir os livros em papel e isso tem sido notório tanto nas nossas lojas, como no site". "É importante continuarmos a estimular este eixo da cultura em Portugal e sensibilizar todos os portugueses para lerem mais", adianta fonte da FNAC.

Mas quais são os livros mais escolhidos para os portugueses neste verão?

Segundo o Grupo Presença, as escolhas dos portugueses neste verão recaem "nas comédias românticas, como 'Vermelho, Branco e Sangue Azul', de Casey McQuiston, e 'Ilusão de Amor à Espanhola', de Elena Armas; nos romances românticos, como 'Se Me Amas Não Te Demores', de Raúl Minh’Alma, e 'Queria Tanto Que Estivesses Aqui', de Jodi Picoult; nos romances eróticos, sendo o nosso livro mais vendido o 'Rei do Bluff', de Afonso Noite-Luar".

Outra tendência de leituras de verão são os thrillers, como "O Segredo do Nº 9", de Claire Douglas, e "The Gray Men", da autoria de Mark Greaney, adaptado a filme atualmente em exibição na Netflix.

"Com muita procura no segmento infantil registam-se os livros da autora e ilustradora catalã Rocio Bonilla, que assina títulos de grande sucesso como 'De Que Cor É Um Beijinho?', e o recém-publicado 'Obrigado – Uma História de Vizinhos', publicados pela Jacarandá, a chancela do Grupo Presença dedicada a livros infantis. Também na Jacarandá, os títulos 'Não Abras Este Livro Nunca', de Andy Lee, 'O Grufalão', da autoria de Julia Donaldson com ilustrações de Axel Scheffler, e 'O Mar Viu', de Tom Percival, têm sido muito procurados. Na área juvenil, os livros 'Harry Potter' continuam a ser um enorme sucesso de vendas."

Também na Porto Editora o romance continua a ser um dos géneros mais procurado pelos leitores, sendo os títulos mais vendidos "Violeta" (Isabel Allende), "Frida e as Cores da Vida" (Caroline Bernard), "Baiôa sem Data Para Morrer" (Rui Couceiro), "Cavalos de Hitler" (Arthur Brand) e "Como Poeira ao Vento" (Leonardo Padura).

"Outra tendência são os livros de desenvolvimento pessoal, sendo que é provável que este verão se encontrem vários exemplares de 'A minha cura é a tua cura' e o 'O teu fado é ser feliz' (Cuca Roseta) nas praias portuguesas. Esta época do ano também é marcada pela procura por livros infanto-juvenis (fundamentais para o desenvolvimento cognitivo) e as edições do Panda, a coleção d’Os Mauzões (que foi adaptada a filme pela Dreamworks) e as divertidas obras de David Walliams têm conquistado os leitores mais novos (a par dos livros de atividades para férias)."

No top cinco da FNAC encontram-se os livros "Caso Alaska Sanders", de Joel Dicker, "Amor e Gelato", Jenna Evans Welch, "Raridade das Coisas Banais", de Pedro Chagas Freitas, "Testemunha Fatal", de Robert Bryndza, e "A Mais Breve História da Rússia", José Milhazes.

A Bertrand destaca "Testemunha Fatal", de Robert Bryndza, "De Lado Nenhum", de Julia Navarro, "Maria Montessori e a Escola da Vida", de Laura Baldini, "Elizabeth Finch", de Julian Barnes, "O Apartamento de Paris", de Kelly Bowen, "Onde", de José Luís Peixoto, "Fome Vermelha", de Anne Applebaum, "Almanaque Bertrand 82", "Escrítica Pop", de Miguel Esteves Cardoso, "Não é Loucura, é Ansiedade", de Sophie Dias Seromenho, "Duas Mulheres", de Maria Filomena Mónica, "Inspira-te", de Sofia de Castro Fernandes, e "Pessoa - Uma Biografia", de Richard Zenith.

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