Sp. Braga-Sporting, 3-3 (crónica)

Bruno José Ferreira , Estádio Municipal de Braga
7 ago, 20:17

Guerreiros resgatam três desvantagens em jogo mesmo de cartaz

Era, à partida, o jogo de cartaz da jornada de arranque do campeonato. Não defraudou as expetativas, essencialmente na primeira parte e na reta final: Sp. Braga e Sporting gladiaram-se pelos primeiros três pontos da época na pedreira num embate com seis golos. Em vantagem por três vezes, O Sporting viu os guerreiros resgatar a igualdade por três ocasiões, sendo que ao fim de contas sobra um ponto para cada lado.

Boa propaganda ao futebol português. Bons momentos de futebol, incerteza no resultado até ao final – apenas foi selado aos 88 minutos – e um ambiente de jogo grande proporcionado pelos quase 18 mil espectadores presentes na pedreira. Os dois conjuntos subiram ao relvado de forma desinibida, dispostos a jogar taco a taco e, sobretudo, com alegria. Daí que em apenas 45 minutos se tenha assistido a quatro golos, dois para cada lado, e duas desvantagens anuladas pelo Sp. Braga.

Com dois reforços no onze – Morita e Trincão – a equipa de Alvalade pareceu sempre mais segura e  mais natural nos seus processos, com Matheus Nunes a ser o epicentro do futebol leonino. O médio desbloqueou por duas vezes o jogo com as suas ações. Primeiro abriu caminho para Porro servir Pote para o primeiro do encontro, logo aos nove minutos. Depois passeou-se pelo setor intermediário, ganhando espaço para cruzar para o golo de primeira de Nuno Santos.

Nesta índole, nunca baixando os braços, o Sp. Braga com três reforços na primeira equipa de Artur Jorge – Victor Gomez, Niakité e Banza – foi mais reativo. Sobressaiu em determinadas fases do jogo e, por duas vezes, anulou as vantagens construídas pelos leões com dois golos de duas caras novas.

Primeiro foi Banza a marcar, apenas cinco minutos após o primeiro golo do Sporting. Ricardo Horta estava em posição de remate, mas fez o passe, e já em queda o avançado francês atirou com convicção para o empate. A mesma convicção com que Niakité, outro reforço, correspondeu de cabeça a um livre cobrado para a área de André Horta, nos descontos da primeira metade.

O intervalo trouxe contenção. Após 45 minutos de futebol puro, por vezes despreocupado, a segunda metade jogou-se com mais cautelas, com mais medo de por em causa o resultado e, ao fim ao cabo, com menos espetacularidade. Espetacularidade que ficou reservada para a reta final do encontro com as peças introduzidas a partir dos bancos.

Rochinha fabricou o terceiro golo dos leões, oferecendo-o a Marcus Edwards. O inglês respondeu afirmativamente e correspondeu com o terceiro golo do Sporting a sete minutos dos noventa, pensando-se que estaria aí a chave para o triunfo.

Mas, com uma alma enorme, o Sp. Braga teve forças para mais uma vez desfazer a desvantagem. A receita? Saiu também do banco. Djaló embalou pela esquerda fugindo a Esgaio, servindo Abel Ruiz de forma atrasada para o espanhol restabelecer a igualdade, desta feita a três bolas.

Empate com muito mais sabor para os arsenalistas, que acabam por conquistar um ponto depois de por três vezes terem de correr atrás do prejuízo. Claudicou o Sporting, saindo da pedreira com o sabor inverso. Teve por três vezes o triunfo à mercê, mas não teve competência para o segurar. Do ponto que sobra para cada lado, sobra também a certeza que na pedreira jogou-se um jogo, mesmo, de cartaz.

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