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De volta à luta pela Liga, o que fizeram os internacionais nas seleções

14 set 2023, 10:06
O que fizeram os internacionais dos «grandes»

Estreias absolutas, goleadores improváveis, jejuns quebrados, destaques em altitude, apuramentos confirmados. Entre os «grandes», mais o líder Boavista, alguns jogadores com muitos minutos nas pernas e depois de longas viagens, outros bem mais frescos

Estreias absolutas, goleadores improváveis, jejuns quebrados, destaques em altitude, apuramentos confirmados. Entre mais de três dezenas de internacionais dos clubes na luta pelos primeiros lugares da Liga portuguesa na ronda de seleções que agora terminou houve muito que contar.

Agora que os jogadores vão regressando aos seus clubes, alguns deles com muitos minutos nas pernas e depois de longas viagens, outros bem mais frescos, o Maisfutebol olha para o que fez cada um dos internacionais dos chamados «grandes», onde se inclui o Sp. Braga. E já agora com referência também ao Boavista, atual líder da Liga.

Benfica

O Benfica teve jogadores em ação da Bolívia à Arménia, 11 internacionais com tempos de utilização bem diversos. Dos habituais titulares, os argentinos tiveram as maiores deslocações, também com muito tempo de utilização. Otamendi foi totalista nas vitórias da Argentina sobre Equador e Bolívia. Teve a companhia de Di María, que foi protagonista na altitude de La Paz, com duas assistências no triunfo dos campeões do mundo.

Aursnes também jogou 180 minutos nesta dupla jornada, primeiro na goleada à Jordânia em jogo particular e depois na vitória sobre a Geórgia que deixou a Noruega ainda na corrida ao Euro 2024, a dois pontos do segundo lugar. António Silva, o único representante das águias na seleção portuguesa, jogou apenas a primeira partida da dupla jornada, frente à Eslováquia.

O médio Kokçu fez 90 minutos no empate da Turquia com a Arménia e mais 45 na derrota no particular com o Japão. Também no Grupo D de qualificação para o Euro 2024, onde Turquia e Croácia dividem a liderança, Musa saiu do banco nas duas vitórias da seleção croata, frente a Letónia e Arménia. Entre os internacionais europeus das águias, Bah foi dispensado da Dinamarca por lesão e o guarda-redes Trubin foi suplente não utilizado nos confrontos da Ucrânia com Inglaterra e Itália.

O Benfica tinha de resto três jogadores na seleção sub-21. Samuel Soares foi o dono da baliza nas vitórias sobre Andorra e Bielorrússia, esta última disputada na Arménia, Tomás Araújo também jogou os 180 minutos e João Neves foi substituído em ambos os jogos, tendo feito a assistência para o primeiro golo no segundo jogo.

Nota ainda para Morato, que estava em Marrocos com os sub-23 do Brasil durante o sismo que abalou o país e cancelou o segundo de dois confrontos previstos. No primeiro, o central encarnado não foi utilizado.

O que fizeram os internacionais do Benfica:

António Silva (Portugal): 90 minutos (titular com Eslováquia; não utilizado com Luxemburgo)

Di María (Argentina): 118m (28m frente ao Equador; 90m e duas assistências na Bolívia)

Otamendi (Argentina): 180m (90m frente ao Equador; 90m com Bolívia)

Aursnes (Noruega): 180 minutos (90m frente a Jordânia; 90m com Geórgia)

Kokçu (Turquia): 136m (90m com Arménia; 46m com Japão)

Musa (Croácia): 29m (23m com Letónia e seis minutos frente à Arménia)

Trubin (Ucrânia): Suplente não utilizado nos jogos com Inglaterra e Itália

Morato (Brasil sub-23): Não utilizado

Samuel Soares (Portugal sub-21): 180 minutos (totalista com Andorra e Bielorrússia)

Tomás Araújo (Portugal Sub-21): 180 minutos (totalista com Andorra e Bielorrússia)

João Neves (Portugal Sub-21): 114m (69m com Andorra; 45m e uma assistência com Bielorrússia)

Sporting

Uma dupla jornada internacional memorável para vários jogadores dos leões. Desde logo Gonçalo Inácio, goleador improvável na histórica vitória de Portugal sobre o Luxemburgo. À terceira internacionalização, dois golos de cabeça para uma noite memorável.

Gyökeres, o ponta de lança leonino, não fez tanto, mas marcou uma vez na goleada à Estónia e fez mais 90 minutos na derrota com a Áustria que deixa a Suécia em posição delicada na corrida ao Euro 2024, a sete pontos dos lugares de qualificação.

O avançado foi o mais utilizado dos jogadores do Sporting nesta jornada, que fica marcada por duas estreias. Hjulmand vestiu pela primeira vez a camisola da Dinamarca, líder do seu grupo, para meia hora de jogo frente a San Marino em que esteve perto de marcar um grande golo, enquanto Diomandé também se estreou pela Costa do Marfim, com 90 minutos em campo na vitória para o Lesotho, já com o apuramento para a CAN confirmado. Ainda esteve em campo na terça-feira, num particular com o Mali que foi suspenso ao intervalo, sob uma intensa tempestade em Abidjan.

Ainda em África, Geni Catamo fez a assistência para o golo frente ao Benim que confirmou o apuramento de Moçambique para a CAN. Entre os internacionais estrangeiros, também Morita esteve em campo, titular na goleada do Japão à Alemanha (4-1) que acabaria por conduzir ao despedimento do selecionador germânico, Hansi Flick, enquanto o guarda-redes Franco Israel ficou no banco do Uruguai nos jogos com Chile e Equador.

Nas seleções nacionais, Dário Essugo foi suplente utilizado em ambas as vitórias da seleção sub-21, enquanto Eduardo Quaresma não foi opção para Rui Jorge. O Sporting teve ainda três jogadores da órbita da equipa principal na seleção nacional sub-19. Rodrigo Moreira foi utilizado nos três jogos da Nations Cup, torneio que decorreu na Eslovénia, tal como Afonso Moreira, enquanto João Muniz foi opção em duas partidas.

O que fizeram os internacionais do Sporting:

Gonçalo Inácio (Portugal): 90 minutos (Não utilizado com Eslováquia; 90m e dois golos frente ao Luxemburgo)

Gyökeres (Suécia): 154 minutos (64m e um golo com Estónia; 90 minutos com Áustria)

Hjulmand (Dinamarca): 32 minutos (32 minutos com San Marino; no banco com Finlândia)

Diomande (Costa do Marfim): 135 minutos (90 minutos com Lesotho; 45m com Mali, jogo suspenso ao intervalo)

Morita (Japão): 75 minutos (74m frente à Alemanha; não utilizado com Turquia)

Geny Catamo (Moçambique): 90 minutos (90m com Benim e uma assistência)

Franco Israel (Uruguai): Suplente não utilizado nos jogos com Chile e Equador

Dário Essugo (Portugal sub-21): 67 minutos (21 com Andorra; 46m com Bielorrússia)

Eduardo Quaresma (Portugal sub-21): Não utilizado

FC Porto

A jornada internacional foi a oportunidade para Taremi voltar aos golos. O avançado bisou na goleada do Irão frente a Angola (4-0), para os seus primeiros golos da temporada, já depois de ter ficado em branco no outro particular da seleção iraniana, frente à Bulgária.

Diogo Costa, que voltou a manter a folha imaculada em mais 180 minutos na baliza da seleção nacional, foi de resto o outro único internacional do FC Porto em ação nas seleções. Com uma representação reduzida face também às lesões de Pepe e Grujic, que foi dispensado da seleção da Sérvia, os dragões tiveram Nico González na seleção sub-21 da Espanha, sem ter somado minutos, tal como Bernardo Folha na seleção nacional sub-21.

O que fizeram os internacionais do FC Porto:

Diogo Costa (Portugal); 180 minutos (totalista nas vitórias sobre Eslováquia e Luxemburgo)

Taremi (Irão): 147 minutos (90 minutos com Bulgária; 57 minutos e dois golos frente a Angola)

Nico González (Espanha sub-21): Não utilizado

Bernardo Folha (Portugal sub-21): Não utilizado

Sp. Braga

Ricardo Horta voltou a aproveitar os minutos em campo com a camisola de Portugal. Lançado a meia hora do fim frente ao Luxemburgo, fica ligado à maior goleada de sempre da seleção nacional. É dele o golo número seis desta história, resultado de um grande remate.

Enquanto Abel Ruiz não saiu do banco nas vitórias da Espanha sobre Geórgia e Chipre, os arsenalistas tiveram em Sidou Niakaté o internacional mais utilizado, com 90 minutos na vitória do Mali, já apurado para a CAN, frente ao Sudão do Sul, além de ter defrontado Diomandé no particular com o Mali que foi suspenso ao intervalo. Ainda em África, o Sp. Braga teve o avançado Asué em campo pela Guiné Equatorial em empate frente à Líbia.

Além de vários jogadores nas seleções jovens portuguesas, o Sp. Braga teve ainda três jogadores a representar seleções sub-21 nos seus países.

O que fizeram os internacionais do Sp. Braga

Ricardo Horta (Portugal): 29 minutos (Não utilizado com Eslováquia; 29 minutos e um golo com Luxembugo)

Abel Ruiz (Espanha): Não utilizado

Sidou Niakaté (Mali): 135 minutos (90 minutos com Sudão do Sul; 45m com Costa Marfim, jogo suspenso ao intervalo)

Asué (Guiné Equatorial): 66m com Líbia

Lucas Hornicek (Chéquia sub-21): 90 minutos na derrota com a Islândia

Serdar Saatci (Turquia sub-21): 162 minutos (72m com Irlanda, 90m com Itália)

Joe Mendes (sub-21 Suécia): 90 minutos com Macedónia

Boavista

O atual líder da Liga, em igualdade pontual com FC Porto e Sporting, teve três internacionais em ação nesta ronda. O lateral Bruno Onyemaechi estreou-se pela seleção da Nigéria de José Peseiro, já apurada para a CAN, com 90 minutos em campo na goleada frente a São Tomé e Príncipe.

O avançado Bozenik saiu do banco para jogar meia hora na derrota da Eslováquia frente a Portugal e jogou os 90 minutos no jogo seguinte com o Liechtenstein, com uma assistência na vitória por 3-0. Por fim, o médio Makouta marcou pelo Congo, num duelo dramático pelo apuramento para a CAN que terminou com empate e apuramento da Gâmbia.

O que fizeram os internacionais do Boavista:

Bozenik (Eslováquia): 117m (27m com Portugal; 90m e uma assistência com Liechtenstein)

Bruno Onyemaechi (Nigéria): 90 minutos com São Tomé e Príncipe

Gaius Makouta (Congo): 76m e um golo com Gâmbia

 

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