John Kerry está em Portugal e deixa um alerta aos investidores: "Odeio dizer isto, mas..."

28 jun, 17:05
John Kerry, enviado presidencial especial dos Estados Unidos, na Conferência dos Oceanos (Tiago Petinga/Lusa)

John Kerry está em Portugal na qualidade de enviado especial dos Estados Unidos para as questões climáticas e apelou aos investidores por uma mudança: "Porque é que fico frustado? Porque conseguimos fazer melhor. Só estamos a fazer negócios como costume"

O antigo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, alertou esta terça-feira os investidores que é imperativo implementar medidas contra as piores consequências da crise climática.

O enviado especial do presidente dos Estados Unidos para as questões do clima - cargo criado por Joe Biden - está em Portugal para participar na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que decorre até 1 de julho. Mas, esta terça-feira, as atenções viraram-se para o Fórum de Investimento para a Economia Azul e Sustentável, organizado pelos Governos de Portugal e do Quénia com o objetivo de procurar instrumentos financeiros, decisões de investimento e negócios ligados aos oceanos limpos dos impactos negativos.

Perante uma plateia de investidores e líderes políticos, John Kerry foi perentório: "Odeio dizer isto, mas o mundo não está a agir depressa o suficiente".

"Porque é que fico frustado? Porque conseguimos fazer melhor. Só estamos a fazer negócios como costume", afirmou, no púlpito do Centro de Congressos do Estoril.

Frisando que esteve em várias reuniões, conferências e COP's desde os anos 80, o representante norte-americano relembrou que, em 2018, "os cientistas avisaram-nos que as pessoas têm 12 anos para fazer e implementar medidas contra as piores consequências da crise climática".

"Meus caros, há urgência em acertar nisto - não daqui a 10 anos, mas agora. O esforço para responder ao clima não é motivado pela economia nem pela política, mas pela ciência", afirmou, prosseguido: "E é por isso que estamos aqui (na Conferência dos Oceanos). Porque os oceanos estão intrinsecamente ligados à crise climática."

Os oceanos estão a sofrer por causa do aquecimento global", alertou.

 

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