Morreu o ator James Caan, de "O Padrinho"

CNN Portugal , FMC
7 jul, 18:50

James Caan tinha 82 anos

O ator norte-americano James Caan, conhecido pelo seu papel como Sonny Corleone num dos maiores clássicos cinematográficos, "O Padrinho", morreu, na noite de quarta-feira, com 82 anos.

A notícia foi divulgada através da sua conta de Twitter: "É com grande tristeza que informamos do falecimento do Jimmy na noite de 6 de julho."

Várias figuras conhecidas já vieram, entretanto, manifestar-se. Adam Sandler, com quem contracenou no filme “Bulletproof” e “That’s my boy”, escreveu na sua conta do Twitter: “James Caan. Adorava-o muito. Sempre quis ser como ele. Tão feliz por o ter conhecido. Nunca deixei de rir quando estava perto daquele homem. Os seus filmes eram os melhores dos melhores".  

O ator teve uma carreira de décadas e vários papéis de destaque, nomeadamente nas décadas de 70 e 80. Um dos grandes exemplos é “O Padrinho”, que lhe valeu a sua única nomeação para o Óscar de melhor ator secundário, em 1972, mas outros como "Rollerball - Os Gladiadores do Século XXI" (1975), "Misery - O Capítulo Final" (1990) e “Elf” (2003) são responsáveis pelo seu reconhecimento internacional.  

James Caan nasceu em 1940, no Bronx, Nova Iorque, e era filho de um talhante. Uma carreira na representação não esteve sempre nos seus planos, sonhando inicialmente com um futuro como jogador de futebol. Foi quando estudava na Universidade de Hofstra, no estado de Nova Iorque, que um encontro com o realizador de “O Padrinho”, Francis Ford Coppola, lhe trocou as voltas e decidiu ingressar pela via artística, inscrevendo-se na escola de teatro: Neighborhood Playhouse School of the Theatre. 

O seu primeiro papel foi numa peça de teatro na Brodway, em 1961, intitulada “Blood, Sweat and Stanley Poole”. A sua estreia no grande ecrã aconteceu passados dois anos, no filme “Irma la Douce”.

As seis décadas de sucesso não foram, contudo, sempre constantes e a morte da irmã, Barbara, por leucemia, em 1981, conduziu a um período que o próprio considerou como “bastante assustador”. Longe da vida pública, lutou contra o vício das drogas, voltando a reaparecer, apenas em 1987, quando Coppola lhe deu o papel de protagonista no filme “Gardens of Stone”.

Apesar de não ter sido um grande sucesso, foi o suficiente para relançar a sua carreira e torná-la consistente. A partir daí, Caan tornou-se num ator versátil, aparecendo tanto em comédias como “Honeymoon em Vegas” (Lua-de-mel em Vegas) em 1992, thrillers como “Flesh and Bone” (A força de um Passado), em 1993, dramas como  “The Yards” (Nas teias da corrupção), em 2000, e ainda deu ainda voz a filmes de animação como “Cloudy with a Chance of Meatballs” (Chovem Almôndegas), em 2009. 

O seu legado conta ainda com personagens no pequeno ecrã, como na série conhecida “Las Vegas”, em que esteve entre 2003 e 2007, contabilizando 88 episódios.    

O último filme em que apareceu foi a comédia "Queen Bees” lançado em 2021.  

Caan foi casado quatro vezes: entre 1961 e 1966 com Dee Jay Mathis, entre 1975 e 1976 com Sheila Marie Ryan, entre 1990 e 1994 com Ingrid Hajek e com Linda Stokes de 1995 a 2017. Deixou cinco filhos: Tara, Scott, Alexander, James e Jacob.

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