Líder histórico da Liga Norte afinal fica no Parlamento italiano

Agência Lusa , FMC
28 set, 21:07
Líder histórico da Liga Norte, Umberto Bossi, afinal fica no Parlamento italiano (Antonio Masiello/ Getty Images)

O Ministério do Interior já veio confirmar que Umberto Bossi venceu as eleições no seu círculo de Varese, a norte de Milão, pelo que poderá assumir o cargo de senador que já ocupava antes das eleições do passado domingo

O ex-líder histórico da Liga Norte, Umberto Bossi, conseguiu ser reeleito para o Parlamento, nas eleições de domingo, anunciou esta quarta-feira um membro do partido, antes de o Ministério do Interior corrigir uma informação inicial contrária.

"Até que os resultados se tornem definitivos, podem corrigi-los", disse o vice-presidente do senado italiano, Roberto Calderoli, referindo-se à informação que erradamente tinha indicado que o senador de 81 anos, líder histórico da Liga Norte, tinha ficado fora do Parlamento.

O Ministério do Interior já veio confirmar que Bossi venceu as eleições no seu círculo de Varese, a norte de Milão, pelo que poderá assumir o cargo de senador que já ocupava antes das eleições do passado domingo.

Na terça-feira, ainda se pensava que Bossi teria sido afastado e o próprio lamentou o resultado até então conhecido, lembrando que apenas tinha concorrido “por respeito à militância” e apesar dos problemas relacionados com a sua idade.

Ainda assim, o senador, conhecido pelas suas posições políticas fortes, reafirmava que, independentemente dos resultados “o povo do norte (…) não pode deixar de ser ouvido”.

A Liga (ex-Liga Norte), embora faça parte da futura coligação de Governo italiano - que será liderada por Giorgia Meloni, líder dos Irmãos de Itália – sofreu um forte revés nas eleições de domingo, conseguindo apenas 9% dos votos, contra os 28% nas eleições gerais de 2018.

De acordo com os resultados finais, o partido de extrema-direita Irmãos de Itália (FdI), de Giorgia Meloni, venceu as eleições de domingo com 26% dos votos, e a coligação que lidera, juntamente com a Liga, também de extrema-direita, de Matteo Salvini, e o Força Itália, de Silvio Berlusconi, obteve uma clara maioria no parlamento.

A Liga, de Salvini, conquistou 8,8% dos votos (em vez dos 13% de 2018), e o Força Itália, do ex-primeiro-ministro Berlusconi, 8,1% (14% em 2018), segundo os números do Ministério do Interior, citados pela agência de notícias francesa AFP.

A coligação destes três partidos e de uma formação mais pequena com menos de 01% obteve 43,8% dos votos.

Estes resultados da coligação de direita e extrema-direita liderada por Meloni traduzem-se em 237 dos 400 lugares na Câmara dos Deputados, e em 115 dos 200 lugares no Senado.

O Partido Democrata (PD), de centro-esquerda, foi o segundo mais votado, com 19% dos votos nas eleições legislativas antecipadas.

Em conjunto com os seus aliados verdes e de esquerda, ocupará 84 lugares na Câmara dos Deputados e 44 no Senado.

O Movimento 5-Estrelas obteve 15,4% dos votos, o que lhe valeu 52 lugares na Câmara dos Deputados e 28 no Senado.

A aliança centrista Ação recolheu 7,8% dos votos e ocupará 21 lugares na Câmara dos Deputados e nove no Senado.

Os restantes lugares serão distribuídos por partidos mais pequenos.

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