Amnistia Internacional pede à FIFA para revelar abusos no Mundial do Qatar

9 mai, 11:53
Troféu do Mundial, no sorteio da fase final do Mundial 2022, no Qatar (Getty Images)

Investigação independente procurou descobrir más condições dos trabalhadores e possíveis mortes, não confirmadas, durante as construções dos estádios

A Amnistia Internacional (AI) instou, esta quinta-feira, a FIFA para tornar públicos os resultados de uma investigação independente sobre os abusos aos trabalhadores no Mundial 2022, no Qatar.

Depois de ter sido anunciada num congresso da FIFA, em 2023, a investigação independente procurava provar as responsabilidades da organização do torneio relativamente a uma «gama significativa de abusos sofridos por centenas de milhares de trabalhadores migrantes».

«A FIFA deveria publicar imediatamente e agir de acordo com a investigação que recebeu há cinco meses, admitindo as suas responsabilidades para com os trabalhadores que sofreram abusos no Campeonato do Mundo de 2022, no Qatar», pode ler-se no comunicado do organismo.

Em 2021, o jornal britânico The Guardian revelou que mais de 6.500 trabalhadores morreram durante a construção dos estádios, apesar da organização apenas ter informado 37 mortes não relacionadas ao trabalho e três classificadas como mortes ocupacionais.

«Este atraso apenas prolonga o sofrimento das famílias que perderam entes queridos e dos trabalhadores que sofreram abusos, na execução da jóia da coroa da FIFA. A FIFA não pode apagar essa dor, mas pode levar à execução de um plano que traga justiça e utilize os seus vastos recursos para remediar os danos para os quais contribuiu», afirmou Steve Cockburn, responsável do departamento de Direitos dos Trabalhadores e Desporto da AI, garantindo ainda que «a FIFA recebeu os resultados da investigação há três meses, mas ainda não os revelou nem agiu».

 

Relacionados

Patrocinados