Cicinho: «Bebia dez cervejas por dia e fumei durante 11 anos»

9 mar 2020, 23:28
confed

Antigo jogador do Real Madrid revela problemas com álcool durante a carreira

O futebol é um desporto fértil em emoções, umas de felicidade, outras de tristeza, e histórias que aparentam ser de sucesso, mas, no final, revelaram-se casos de sofrimento durante a carreira profissional, assim foi o caso de Cicinho, antigo jogador do Real Madrid, de 2005 a 2007, que admitiu ter tido graves problemas de alcoolismo.

«Comecei a beber com 13 ou 14 anos quando fui para o Botafogo de Ribeirão Preto. Disseram-me que a cerveja era boa e eu bebi. Tudo começou com o primeiro trago e não parei até aos 30 anos. Foram quase 20 anos a beber, mais ou menos dez cervejas por dia», confessou o antigo lateral-direito brasileiro, em entrevista ao jornal brasileiro Estadão.

Atualmente com 39 anos, o internacional brasileiro, representou ainda outros clubes de renome na Europa como Roma e Villarreal, mas antes vestiu ainda as camisolas de São Paulo, Botafogo e Atlético Mineiro, formação de Belo Horizonte onde o problema se agravou.

«Antes bebia só cerveja porque não tinha dinheiro, mas depois passei a beber de tudo. Fumei também durante 11 anos, de 1999 a 2010. Fumava só quando bebia, mas bebia todos os dias», continuou o antigo futebolista.

Durante a passagem por Itália, entre 2007 e 2012, com duas interrupções, Cicinho confessa ainda que a sua carreira entrou numa espiral descendente quando jogava pelos giallorossi.

«Sempre fui um apaixonado do futebol. Quando Deus nos dá um dom e não sabemos aproveitá-lo é porque algo não está bem. Não tinha mais prazer em treinar, entrar em campo, nem concentrar-me. Tinha 30 anos e estava a jogar na Roma em 2010», lamentou o defesa sul-americano.

Foi então que Cicinho resolveu mudar de postura e contou com a esposa para erradicar o vício.

«Há oito anos que não tenho problemas com álcool, nem cigarros. Não traio a minha mulher e vivo segundo os princípios de Deus. Espero que as pessoas vejam estas palavras pelo lado do auxílio porque é triste ver grandes jogadores brasileiros e mundiais que podem influenciar para o bem e só influenciam para o mal», terminou o ex-futebolista canarinho, que usa o exemplo pessoal para dar palestras motivacionais.

Cicinho terminou a carreira em 2018, aos 38 anos, devido a lesões frequentes nos joelhos, e pendurou as chuteiras como vencedor de uma liga espanhola, um mundial de clubes, uma taça de Itália, uma supertaça italiana, um campeonato brasileiro, uma taça libertadores, além de ter conquistado também a taça das confederações ao serviço da seleção.

 

 

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