Covid-19: 44 manifestantes detidos e três polícias feridos em protesto que juntou milhares em Bruxelas

21 nov, 22:38

Cerca de 35.000 pessoas saíram às ruas da capital belga para protestar contra as medidas restritivas para conter a pandemia

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A polícia deteve 44 manifestantes em Bruxelas, neste domingo, após incidentes registados durante os protestos que juntaram cerca de 35.000 pessoas contra as restrições adotadas para conter a pandemia de covid-19, e nos quais três agentes também ficaram feridos.

A porta-voz da polícia de Bruxelas-Ixelles, Ilse Van de Keere, disse que 44 pessoas foram detidas por diferentes razões, três polícias ficaram feridos e foram levados para hospitais e um deles terá de ser submetido a uma cirurgia.

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Durante o protesto também um manifestante ficou ferido e teve de ser levado para o hospital, de acordo com a imprensa local.

Os manifestantes causaram danos em viaturas policiais e em propriedade pública e privada, incluindo carros, montras e esplanadas de bares, entre outras.

A polícia está a analisar as imagens de videovigilância para tentar identificar os autores dos danos, enquanto o presidente da câmara de Bruxelas, Philippe Close, condenou "veementemente" os motins e anunciou no Twitter que deu instruções para que sejam "analisados os vídeos e feitas detenções".

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A polícia usou canhões de água e gás lacrimogéneo para dispersar alguns manifestantes, convocados para protestarem contra "as medidas restritivas da liberdade, que não constituem uma solução estrutural para a saúde", refere um comunicado dos organizadores.

Com quase 10.300 novas infeções diárias em média na semana passada, o país está ainda a enfrentar níveis de hospitalização de doentes de covid que não registava desde maio, com mais de 2.000 pessoas internadas, incluindo mais de 25% em cuidados intensivos.

O aumento de casos levou, por isso, o governo a endurecer algumas restrições para tentar travar a pandemia.

O teletrabalho, sempre que possível, passou a ser obrigatório quatro dias por semana pelo menos até 12 de dezembro e o governo estendeu o uso obrigatório de máscaras a partir dos 10 anos.

Além disso, foi decretada a obrigação de vacinar todos os profissionais de saúde do país.

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