Telemóveis, carros, móveis. Artigos em segunda mão também não escapam à subida de preços

8 nov, 14:00
Telemóveis

Entre janeiro e setembro deste ano, o OLX registou um aumento dos preços médios na generalidade das categorias na ordem dos 20%, face ao período homólogo. Telemóveis e tablets têm as maiores subidas

A escalada de preços está também a afetar o mercado de revenda. Entre janeiro e setembro deste ano, o OLX registou um aumento dos preços médios na generalidade das categorias de produto na ordem dos 20%, face a igual período do ano passado.

“A categoria com maior aumento de preços desde o início do ano é a de “telemóveis e tablets”, com o preço médio a encarecer cerca de 80 euros”, o que representa um aumento de 37%, adianta a empresa de comércio online, em resposta ao ECO. Segue-se a categoria de “carros, motos e barcos”, com o preço médio a ficar “cerca de 640 euros mais caro desde o início do ano” e ainda a categoria “móveis, casa e jardim”, com subidas de cerca de 30 euros. Significa uma subida de 25% e 24%, respetivamente, face ao início do ano.

Ao ECO, fonte oficial do OLX explica ainda que esta tendência começou a ser sentida a partir de janeiro deste ano “com oscilações e diferenças entre categorias”. No entanto, ganhou força “quando se começou a observar o aumento dos preços”. Ainda assim, o OLX sublinha que algumas categorias, como é o caso dos imóveis, carros, lazer, agricultura ou tecnologia, já vinham a registar gradualmente uma trajetória ascendente dos preços no ano passado.

A par do aumento de preços, está também a haver um aumento da procura de artigos em segunda mão. Desde o início do ano, os imóveis foram a categoria a registar o maior aumento da procura (28%), seguida “por “outras vendas” (+17%), “bebé e criança” (+16%) e lazer (+15%)”, indica ainda a plataforma online, em comunicado divulgado esta terça-feira.

Por outro lado, há categorias a registar quebras na procura desde o início do ano. É o caso da tecnologia, que regista uma diminuição de 17% nas vendas, seguida da moda” (-15%), agricultura (-7%) ou ainda dos “móveis, casa e jardim” (-2,2%).

Já no que toca à oferta de produtos, durante os primeiros nove meses deste ano, a categoria com o maior aumento foi na categoria de “móveis, casa e jardim” (+20%), face ao período homólogo, seguida pelas “outras vendas” (+18%). Já as maiores quebras acontecem em categorias como imóveis (-25%), “telemóveis e tablets” (-12%) ou tecnologia (-9%).

“Estes dados podem indicar que existem menos pessoas a vender e a ficar com os seus produtos atuais, evitando gastos na substituição de produtos”, sinaliza Andreia Pacheco, responsável pelo departamento de marketing do OLX Portugal, citada em comunicado.

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