Apenas um em cada quatro portugueses desempregados conseguiu emprego do segundo para o terceiro trimestre

16 nov, 12:49
Desemprego

Um homem desempregado teve, no segundo trimestre, mais 40% de possibilidade de passar a empregado no terceiro trimestre, face a uma mulher desempregada, destaca o INE. Mais de metade dos desempregados registados no segundo trimestre permaneceram sem emprego

Mais de metade dos desempregados registados no segundo trimestre (53,9%), ou 160,9 mil pessoas, continuaram sem emprego no terceiro trimestre, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Enquanto 78,1 mil pessoas (26,1%) transitaram para o emprego, o mesmo não aconteceu com outras 59,8 mil (20%), que transitaram, por sua vez, para a inatividade.

Segundo os últimos dados do gabinete estatístico português, houve mais homens que mulheres a transitar para o emprego do segundo para o terceiro trimestre de 2022, nomeadamente, um em cada três homens (29,6%; 42,7 mil), contra quase uma em cada quatro mulheres (22,9%; 35,4 mil).

Esta desigualdade também se verificou no número de homens e mulheres a transitar para a inatividade no mesmo período em análise. Enquanto um em cada sete homens (15,3%; 22,1 mil) transitou do desemprego para a inatividade no terceiro trimestre, nas mulheres esta proporção foi de uma em cada quatro (24,4%; 37,7 mil).

O INE destaca ainda que um homem desempregado teve, no segundo trimestre do ano, uma possibilidade 40% superior de passar a empregado, no terceiro trimestre, face a uma mulher desempregada. Neste mesmo período, a possibilidade de um homem passar do desemprego para a inatividade foi 40% inferior face a uma mulher.

Os números do INE dão também destaque ao número de desempregados de curta duração que transitaram para o emprego no terceiro trimestre, nomeadamente 32,6%, contra 19,9% no caso dos desempregados de longa duração.

Dentro do grupo de trabalhadores por conta de outrem com contrato de trabalho com termo, ou outro tipo de contrato, 19,3% (129,2 mil) passou a ter um contrato sem termo no terceiro trimestre. Já um em cada quatro empregados a tempo parcial (24,1%; 94,2 mil pessoas) passou a trabalhar a tempo completo.

Fluxos líquidos trimestrais do desemprego (milhares de pessoas)
Fonte: INE, Inquérito ao Emprego - 3.º trimestre de 2022

 

 

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