Antigo primeiro-ministro do Paquistão atingido a tiro durante protesto

Andreia Miranda , com Lisa - notícia atualizada às 13:39
3 nov, 12:19
Imran Khan (EPA/SOHAIL SHAHZAD/LUSA)

Khan, de 70 anos, liderava uma marcha de protesto em Wazirabad para exigir eleições antecipadas

O antigo primeiro-ministro do Paquistão Imran Khan foi atingido a tiro, no pé, esta quinta-feira, durante um protesto no leste do país, revelou um assessor à Reuters.

"Um homem abriu fogo com uma arma automática. Várias pessoas estão feridas. Imran Khan também está ferido", explicou Asad Umar, acrescentando ainda que o ex-governante foi levado para o hospital.

Um membro do partido Movimento Paquistanês pela Justiça (Pakistan Tehreek-e-Insaf - PTI) disse que vários colegas ficaram feridos durante o ataque e há relatos de pelo menos um morto. 

Imran Khan, de 70 anos, liderava uma marcha de protesto em Wazirabad, na província oriental de Punjab, para exigir eleições antecipadas no país.

O atual primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, eleito em abril deste ano, já condenou veemente o ataque e ordenou ao ministro do Interior à abertura imediata de uma investigação ao caso. "A violência não deve ter lugar na política do nosso país", escreveu. 

O aparente autor dos disparos, segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP) foi, entretanto, abatido, enquanto uma segunda pessoa, que alegadamente estaria com o atirador, foi detida pela polícia paquistanesa.

Raoof Hassan, conselheiro do líder do PTI, indicou tratar-se de uma "tentativa de homicídio" de Khan, cujo Governo caiu em abril na sequência de uma moção de censura.

Khan foi visto mais tarde com um curativo no pé e foi transferido para outro veículo, abandonando o camião com um contentor a partir do qual um porta-voz do partido dava conta de que o ex-primeiro-ministro está bem e em segurança.

O ataque aconteceu menos de uma semana depois de Khan ter começado uma marcha em Lahore, capital da província de Punjab, que juntou milhares de apoiantes.

O derrube do Governo de Khan, tal como tem defendido desde então, foi uma conspiração arquitetada pelo seu sucessor, Shahbaz Sharif, e pelos Estados Unidos, alegações que tanto o novo primeiro-ministro como Washington negaram.

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