Marcelo diz-se preocupado com situação no Hospital São Francisco Xavier e espera uma solução "antes do começo de agosto"

Agência Lusa , CF
29 jul, 20:30
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a sessão de encerramento da auscultação do Livro Branco "Mais e melhores empregos para os jovens" (António Cotrim/ LUSA)

Presidente defendeu que "uma radicalização de posições" seria a "pior coisa que poderia existir" no período de verão: "vamos ver se é possível haver um acordo"

O Presidente da República manifestou esta sexta-feira preocupação com a situação no Hospital São Francisco Xavier e alertou que "a pior coisa" que poderia acontecer era uma "radicalização de posições", esperando uma solução "antes do começo de agosto".

Em declarações aos jornalistas no Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa disse estar preocupado com "a falta de acordo entre os profissionais de saúde e os responsáveis do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente no Hospital de São Francisco Xavier".

"Isso preocupa todos nós, preocupa os portugueses porque a pior coisa que poderia existir neste momento em que vamos entrar no mês de agosto era uma radicalização de posições, haver um beco sem saída", defendeu.

E alertou que "quem pagaria a fatura seriam os portugueses e isso em todos os casos, em todas as situações, mas nomeadamente num período que é um período como o período de verão, é uma situação a evitar".

"Se for possível apelar à aproximação de posições entre as duas partes, isso era tão importante", salientou o chefe de Estado, defendendo que "qualquer outra solução de um lado ou de outro é uma má solução".

"Vamos ver se é possível haver um acordo em termos desta estrutura de saúde e de outras antes do começo de agosto", ou seja, ainda este fim de semana, acrescentou.

Os chefes de equipa do serviço de urgência do Hospital São Francisco Xavier anunciaram esta sexta-feira a sua demissão, apontando estar em causa o planeamento da escala do mês de agosto, que prevê que a constituição das equipas do serviço de urgência geral (SUG) seja assegurada apenas por um assistente hospitalar (com função de chefia) e um interno de formação geral.

“Não estarão garantidas a capacidade de assistência e cuidados às pessoas que recorrem ao SUG do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) nem a segurança destas e dos profissionais que as assistem. Nesse sentido, concretizando-se este planeamento e a constituição das equipas nele proposta, o grupo apresentará a sua demissão em bloco da função de chefia do SUG, a aplicar a partir do mês de agosto”, pode ler-se na carta que enviaram ao Conselho de Administração e à Direção do Serviço de Urgência Geral do CHLO.

Após uma reunião com os profissionais, o Conselho de Administração do CHLO disse ter asseguradas “condições mínimas” para o funcionamento das urgências do Hospital São Francisco Xavier.

O Presidente da República já tinha comentado sexta-feira a demissão dos chefes de equipa da urgência daquela unidade de saúde, tendo pedido um “esforço de todos” para evitar e superar ruturas nas respostas de saúde e considerando injusto que as pessoas sejam prejudicadas devido à pressão no sistema no verão.

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