Enfermeiros reclamam em Portimão progressão nas carreiras e justiça remuneratória

Agência Lusa , DCT
1 abr, 14:09
Ambiente hospitalar em tempos de pandemia

No final da concentração, o dirigente sindical entregou à administração do CHUA um abaixo-assinado subscrito por mais de mil enfermeiros, que exigem que seja cumprido o acordo firmado em 2019 “de contabilização dos pontos para a progressão das carreiras e a resolução das injustiças remuneratórias”.

Cerca de três dezenas de enfermeiros concentraram-se esta sexta-feira no Hospital de Portimão, no Algarve, para exigir que sejam cumpridas as promessas de contabilização dos pontos para a progressão nas carreiras e de justiça remuneratória.

Concentrados junto à porta principal da unidade hospitalar de Portimão, no distrito de Faro, os enfermeiros entoaram palavras de ordem como “enfermeiros a cumprir, queremos progredir” e “queremos justiça”, enquanto seguravam cartazes onde se lia “ARS e CHUA – paguem o que prometeram aos enfermeiros” e “CHUA rouba anos de serviço e nega progressão aos enfermeiros”.

Na concentração de protesto, promovida pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), os profissionais de saúde exigiram que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve o Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) – que integra os hospitais de Faro, Portimão e Lagos – cumpram o compromisso assinado em 2019 “para a progressão dos enfermeiros”.

“Há um compromisso assinado em 2019 que ainda não foi cumprido e é aquilo que continuamos a exigir. Por isso, estamos a assinalar o ‘dia das mentiras’, para dizer, precisamente, que há aqui uma grande mentira e que os enfermeiros se sentem enganados”, disse à Lusa Nuno Manjua, da direção regional de Faro do SEP.

O sindicalista notou que, “para além de não terem progredido nas carreiras, os enfermeiros receberam recentemente com grande surpresa que apenas vai contar o seu tempo de serviço de 2018 para a frente”.

Nuno Manjua afirmou que os enfermeiros “estão fartos de esperar pelas promessas, sentimento agravado quando a administração do CHUA dá o dito por não dito, roubando-lhes os pontos para progredir na carreira”.

Há enfermeiros a trabalhar desde 2002 e isto significa apagar 20 anos do seu trabalho, de dedicação, da sua experiência profissional. Nós não podemos aceitar isto”, referiu, acrescentando que António Costa, enquanto primeiro-ministro e também quando foi candidato nas eleições legislativas, disse “que a questão da progressão dos enfermeiros é para resolver”.

No final da concentração, o dirigente sindical entregou à administração do CHUA um abaixo-assinado subscrito por mais de mil enfermeiros, que exigem que seja cumprido o acordo firmado em 2019 “de contabilização dos pontos para a progressão das carreiras e a resolução das injustiças remuneratórias”.

Nuno Manjua assegurou que os enfermeiros vão continuar em luta até que sejam satisfeitas as suas reivindicações, adiantando que até ao dia 12 de maio – Dia Internacional do Enfermeiro -, os profissionais de saúde vão manifestar “a sua indignação”, com concentrações alternadas em Faro, Portimão e Lisboa.

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