Depois de São Tomé, Putin sugere desenvolver laços bilaterais com outro país da CPLP, que promete ser um "parceiro permanente" de Moscovo

9 mai, 17:05
Vladimir Putin e Umaro Sissoco Embaló (Kremlin via AP)

Presidente russo reuniu-se esta quinta-feira com o homólogo guineense em Moscovo. Reforço da cooperação entre os dois países esteve em cima da mesa

O presidente russo propôs esta quinta-feira ao homólogo da Guiné-Bissau, país que faz parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) o desenvolvimento da cooperação bilateral entre os dois países, reporta a agência estatal russa RIA Novosti.

Vladimir Putin e Umaro Sissoco Embaló estiveram reunidos em Moscovo. Embaló deslocou-se à capital russa para o desfile do Dia da Vitória, que celebra a vitória russa sobre a Alemanha Nazi no final da II Guerra Mundial.

Veja também: "Ex-colónias portuguesas são o próximo alvo da Rússia". São Tomé assina acordo de cooperação militar com Moscovo (que pode não ficar por aqui)

Em declarações na presença dos jornalistas, Putin elogiou a "atenção" que o chefe de Estado da Guiné-Bissau presta ao desenvolvimento dos laços bilaterais entre as duas nações.

"Hoje temos a oportunidade de discutir a aplicação dos acordos bilaterais em vários domínios e de considerar novas medidas para desenvolver a cooperação", disse o presidente russo no Kremlin, que elogiou também a sintonia das posições dos dois países sobre as questões globais.

"A Rússia e a Guiné-Bissau são solidárias nas suas abordagens para a resolução de muitas questões prementes da agenda global, temos posições próximas no que diz respeito à formação de uma ordem mundial multipolar e à segurança", referiu.

Vladimir Putin convidou Sissoco Embaló a deslocar-se à Rússia numa visita oficial, convite também feito pelo líder guineense.

"Espero que um dia visite os países africanos e inclua a Guiné-Bissau na sua agenda”, desejou Embaló, que prometeu a Putin que o seu país seria um “parceiro permanente" de Moscovo.

"Temos sido bons aliados e esperamos continuar a sê-lo. Podem contar com a Guiné-Bissau como um parceiro permanente, que nunca mudará", afirmou.

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