Rússia revê número de mortos após ataque a Makiivka e diz que culpa foi da utilização de telemóveis

3 jan, 23:24
Destroços após ataque ucraniano a Makiivka (AP)

Vice-comandante russo da região de Donetsk está entre as vítimas mortais

Afinal morreram pelo menos 89 militares russos no ataque conduzido pelas forças ucranianas contra a cidade de Makiivka, na parte da região de Donetsk que é controlada pela Rússia. A Ucrânia continua a dizer que terão sido cerca de 400 os militares russos mortos no ataque.

O número foi atualizado pelo Ministério da Defesa da Rússia, que inicialmente tinha admitido 63 vítimas mortais. A tutela acrescentou que o ataque foi realizado com recurso a seis sistemas HIMARS, um sistema de lançamento de mísseis fornecido pelos Estados Unidos à Ucrânia, esclarecendo ainda que tinha destruído os sistemas utilizados no ataque através de um contra-ataque de retaliação.

No comunicado russo vem ainda uma explicação para aquilo que Moscovo define como uma tragédia: a utilização maciça de telemóveis. Refere o Ministério da Defesa que, apesar de ser expressamente proibido, vários militares tinham aqueles aparelhos ligados, o que facilitou a tarefa das forças ucranianas de encontrar o inimigo.

"Atualmente há uma comissão a investigar as circunstâncias do incidente. Mas já é claro que a principal razão para o que aconteceu foi a inclusão e o uso maciço, ao contrário da proibição, de telemóveis pessoais ao alcance das armas dos inimigos", referiu o ministério, confirmando que isso deu ao exército ucraniano a possibilidade de determinar as coordenadas do local onde estavam os russos.

As forças russas disseram ainda que estão a tomar as medidas necessárias para prevenir que situações semelhantes ocorram no futuro, afirmando ainda que "os responsáveis vão ser responsabilizados".

Um dos responsáveis da Direção Político-Militar das Forças Armadas da Rússia referiu que o ataque ocorreu às 00:01 locais do primeiro dia do ano, sendo que dois dos mísseis lançados foram intercetados pela defesa anti-aérea, enquanto os outros quatro, que transportariam explosivos de fragmentação, atingiram um edifício com militares russos, levando mesmo ao colapso do teto daquela estrutura.

“Logo após a tragédia, o comando e os militares daquela unidade, os comandantes juniores e os militares de outras unidades colocaram em prática as medidas para salvar as vítimas”, acrescentou Sergey Sevryukov, revelando que os feridos foram levados para locais médicos.

O mesmo responsável confirmou ainda que o vice-comandante daquela região, o tenente-coronel Bachurin, está entre as vítimas mortais. Sergey Sevryukov garantiu ainda que estão a ser prestadas todas as ajudas às famílias dos militares mortos.

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