Maior petrolífera da Rússia falha pagamento de 2 mil milhões de dólares. Sanções económicas começam a sentir-se

6 mar 2022, 19:33
Rosneft (Mikhail Metzel/AP)

As alterações feitas aos pagamentos internacionais estão a deixar as empresas russas isoladas. Foi o que aconteceu à Rosneft, e é o que poderá acontecer à Gazprom

A maior petrolífera da Rússia vai falhar uma obrigação de pagamento de dívida no valor de 2 mil milhões de dólares (cerca de 1,8 mil milhões de euros). Quem o diz é o ministro das Infraestruturas da Ucrânia, Volodymyr Omelyan, e a verdade é que, de acordo com as informações oficiais, há um pagamento com data limite nesse valor que caduca este domingo.

Esta é uma das primeiras grandes consequências das sanções internacionais que foram aplicadas à economia russa, nomeadamente às transações, que os russos deixaram de poder fazer em dólares ou em euros.

Segundo Volodymyr Omelyan, a mesma situação vai repetir-se esta segunda-feira com a Gazprom, outra gigante dos combustíveis fósseis, que vê uma obrigação de 1,3 mil milhões de euros (cerca de 1,2 mil milhões de euros) a caducar.

Nestes dois casos, os pagamentos a serem feitos teriam de ser efetuados em dólares, moeda que não pode ser operada por empresas russas atualmente.

Isto também acontece depois de o Kremlin ter banido transferências em moeda estrangeira para o exterior, uma retaliação das sanções aplicadas pelo Ocidente.

A Rússia até vai permitir que as empresas paguem as dívidas no exterior, mas isso só pode acontecer por intermédio de rublos, mesmo que os títulos em causa estejam em moeda estrangeira.

Assim, os pagamentos em rublos, moeda que já atingiu uma desvalorização de 40%, podem deixar a Rússia e as suas empresas em default relativamente às dívidas em moeda como o dólar.

Este é mais um sinal de que a economia russa está em perigo, até porque o rublo tem atingido uma desvalorização histórica.

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