Estados Unidos confirmam conversações com o Kremlin sobre a guerra na Ucrânia

8 nov, 09:18

Durante um encontro em Nova Iorque, o conselheiro Jake Sullivan afirmou que a manutenção do contacto com Moscovo ia de encontro aos interesses dos Estados Unidos, e salientou que os oficiais do governo responsáveis pelos contactos estiveram sempre “conscientes de com quem estavam a lidar”

O conselheiro dos Estados Unidos para a Segurança Nacional, Jake Sullivan, confirmou esta segunda-feira que tem tido conversações com o Kremlin sobre a guerra na Ucrânia, com o principal propósito de evitar uma escalada nuclear.

Durante um encontro em Nova Iorque, Sullivan afirmou que a manutenção do contacto com Moscovo ia de encontro aos interesses dos Estados Unidos, e salientou que os oficiais do governo responsáveis pelos contactos estiveram sempre “conscientes de com quem estavam a lidar”.

A confirmação surge na sequência de uma notícia do Wall Street Journal, que dava conta de que Sullivan tem tido conversações com alguns altos funcionários do Kremlin, incluindo o seu homólogo, Nikolai Patrushev, mas também Yuri Ushakov, conselheiro de Putin para a política externa.

De acordo com a BBC, ambos os governos recusaram confirmar a informação veiculada pelo jornal americano. A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Adrianne Watson, recusou comentar, referindo apenas que “as pessoas alegam muitas coisas”. Por seu turno, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou os jornais ocidentais de “publicarem muitas falsidades”.

Ao Wall Street Journal, várias fontes governamentais confirmaram que, apesar da existência de conversações, ambas as partes não negociaram um eventual fim do conflito.

No sábado, o Washington Post noticiou que os Estados Unidos estavam a pressionar a Ucrânia a mostrar alguma abertura a negociar com Moscovo, algo que o presidente Volodymyr Zelensky recusa fazer enquanto o seu homólogo, Vladimir Putin, se mantiver no poder. Na segunda-feira, Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, negou essa informação. “Não estamos a pressionar os nossos parceiros ucranianos, eles não precisam de pressão para terem um incentivo para quererem pôr fim a esta guerra. Ninguém sofreu mais que o povo ucraniano. Ninguém quer o fim desta guerra mais do que o povo e o governo ucranianos”, afirmou.

E.U.A.

Mais E.U.A.

Patrocinados