Hackers pró-Rússia atacam sites dos serviços secretos da Alemanha, Espanha, Turquia e Áustria

16 mai 2023, 15:17
A Europa está mais bem preparada para o terrorismo? Cibertaque fictício.(Annette Riedl/Getty Images)

O grupo anunciou também ter testado com sucesso a utilização de uma rede de computadores infetados e geridos remotamente para atacar o Pentágono e a CIA

O grupo de piratas informáticos pró-Russia Anonymous Russia fez esta terça-feira um ciberataque coordenado que mandou abaixo temporariamente os sites dos serviços secretos da Alemanha, da Espanha, Áustria e Turquia, revela o grupo no seu canal de Telegram.

O alerta para o ataque foi dado às 11:22. A CNN Portugal constatou que os sites estão entretanto a funcionar, mas com falhas.

Antes de atacar as páginas dos principais serviços secretos de países membros da NATO, o grupo anunciou que, em Moscovo, ia haver “fogo de artifício”. Horas mais tarde, publicou a lista de sites “abatidos”, com um link para verificar que estes se encontravam inoperacionais.

Ao mesmo tempo, o grupo levou a cabo um teste de uma “botnet”, uma rede de computadores infetados que podem ser controlados remotamente para fazer ataques de larga escala, contra o site do Pentágono e da CIA, afetando as suas operações.

“Estes grupos querem enviar uma mensagem de que ninguém é capaz de lhes fazer frente e que são tecnicamente capazes de atacar o Pentágono ou os serviços de informações militares da Alemanha, Espanha, Áustria e Turquia”, explica Diogo Carapinha, especialista da empresa de cibersegurança portuguesa VisionWare, que monitoriza as movimentações dos principais grupos cibercriminosos.

Ao que tudo indica, tratou-se de um ataque DDoS (ataque de negação de serviço), em que os piratas paralisam os sites alvo sobrecarregando-os com falsos pedidos de acesso, segundo o especialista, que alerta para o facto de estes ataques poderem servir de “chamariz” para potenciais “novos recrutas que se entusiasmam com a ciberguerra”.

Recorde-se que, no início do mês de maio, um dos mais proeminentes grupos de piratas informáticos que cometem ciberataques contra países que se opõem à invasão russa da Ucrânia, os Killnet, anunciaram na sua página da darkweb que iam alterar o seu método de operação e tornar-se um grupo de "mercenários cibernéticos" que vai servir entidades estatais e clientes privados interessados em atacar inimigos da Rússia.

Na mensagem, publicada pelo grupo, os piratas referem que o tempo do “altruísmo” chegou ao fim e que “não é possível viver de doações e de promessas de ajuda dos nossos patrocinadores”. Assim, o grupo de hackers decidiu colocar à venda as suas capacidades para que “privados e indivíduos estatais” os utilizem contra qualquer alvo, à exceção de ataques contra a Rússia ou contra países da Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

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