Grávida desaparecida: principal suspeito deixa prisão preventiva e fica em prisão domiciliária

TVI , NM
22 dez 2023, 12:09
PJ recolhe ADN dos familiares de Mónica Silva. Amostra da irmã pode ajudar nas provas

Fernando Valente foi detido na noite de 15 de novembro, há 37 dias, na sequência de buscas realizadas a diversas propriedades e veículos pertencentes à família

Fernando Valente, principal suspeito pelo desaparecimento e homicídio de Mónica Silva, vai ficar em prisão domiciliária. A decisão é do Tribunal de Aveiro, que considera que passou a haver “condições à implementação da medida de obrigação de permanência na habitação”.

“Nesta sequência, o Tribunal entendeu estarem criadas condições mínimas para a substituição da prisão preventiva pela medida de obrigação de permanência na habitação, com fiscalização por meios eletrónicos, por se mostrar agora viável um controlo minimamente eficaz da prevenção da perturbação do decurso do inquérito, do perigo de fuga e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas, mediante recurso a medida de coação menos grave”, pode ler-se no comunicado.

O Tribunal explica ainda que a prisão preventiva havia sido decretada na “sequência do primeiro interrogatório judicial” porque Fernando Valente estava “fortemente indiciado pela prática de um crime de homicídio qualificado”, “aborto agravado” e “profanação de cadáver”, sendo que se “aplicou por isso a prisão preventiva, antevendo-se a possibilidade de, uma vez reunidas as condições legalmente exigidas, substituir-se tal medida de coação pela de obrigação de permanência na habitação, com vigilância eletrónica”.

O suspeito de 39 anos foi detido há 37 dias, na noite de 15 de novembro, na sequência de buscas realizadas a diversas propriedades e veículos pertencentes à família.

O detido é um homem com quem a mulher de 33 anos terá tido um relacionamento amoroso e que alegadamente será o pai do bebé que ela esperava.

A mulher, que estava grávida de sete meses, foi vista pela última vez a 03 de outubro, quando saiu de casa com as ecografias da gravidez, ligando pouco depois ao filho a dizer que estava a regressar a casa, o que não chegou a acontecer.

A família participou o desaparecimento junto da GNR da Murtosa no dia seguinte, tendo sido levadas a cabo buscas que, até ao momento, se revelaram infrutíferas. O caso permanece sob investigação da Polícia Judiciária desde então.

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