Centeno dá "dois a três anos" para haver "correção" da dívida e despesa públicas

Agência Lusa , DCT
17 dez 2021, 17:11
Mário Centeno
Mário Centeno

"Para que isto aconteça envolve uma redução do peso da despesa permanente no PIB face àquilo que foi a necessidade de dar resposta, pelas Administrações Públicas, durante o período pandémico", garante o governador do Banco de Portugal

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O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, disse esta sexta-feira que as Administrações Públicas têm "dois a três anos" para corrigir o esforço feito durante a pandemia de covid-19 em termos de dívida e despesa.

"Há uma transição face àquilo que foi o esforço das Administrações Públicas [AP] no período pandémico, em termos de dívida e de despesa, que, na nossa opinião, tem dois a três anos para ser concretizada", disse esta sexta-feira aos jornalistas Mário Centeno, na conferência de imprensa de apresentação do Boletim Económico de dezembro.

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O governador considerou que isto implica "o retomar de uma trajetória de endividamento sustentável", descendo para níveis de 2019 em 2024, referindo que essa redução da dívida pública é uma "condição quase 'sine qua non' para que a dívida pública portuguesa permaneça sustentável".

"Para que isto aconteça envolve uma redução do peso da despesa permanente no PIB face àquilo que foi a necessidade de dar resposta, pelas Administrações Públicas, durante o período pandémico", em que houve uma redução do produto e um aumento da despesa permanente, segundo Centeno.

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"Temos um período de dois, três anos para fazer esta correção", disse o governador do BdP.

Mário Centeno também referiu a necessidade de "retomar a redução da carga fiscal estrutural, que entre 2015 e 2020, de acordo com os resultados do Banco de Portugal, ter-se-á reduzido 1,2 pontos percentuais".

"Esta trajetória deve ser retomada nos próximos anos", assinalou.

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