Suspeito de homicídio no Estádio do Dragão fica em prisão preventiva

10 mai, 19:36

Juiz admite alterar a medida de coação para prisão domiciliária por causa da idade do suspeito

O suspeito do homicídio ocorrido no Estádio do Dragão na noite dos festejos do título do FC Porto vai ficar a aguardar julgamento em prisão preventiva. A informação foi confirmada pela advogada à saída do Tribunal de Instrução Criminal.

De acordo com Poliana Ribeiro, o suspeito prestou declarações em tribunal: "Explicou a sua versão dos factos, tentou ajudar à descoberta da verdade". Ainda segundo a advogada de Renato Gonçalves, o juiz responsável pelo caso admite rever a medida de coação aplicada, podendo alterá-la para prisão domiciliária, sobretudo por causa da idade do suspeito, que tem 19 anos.

O crime aconteceu por volta das 03:00, numa altura em que os adeptos festejavam a conquista do 30.º título de campeão dos dragões, na Alameda das Antas, Porto. Vítima e suspeito já se tinham envolvidos em confrontos anteriores, e isso acabou por ditar a morte de Igor Silva.

A vítima foi encurralada por um grupo de homens, "entre os quais o arguido", e agredida violentamente "com murros e pontapés", de acordo com as autoridades. Tudo começou com um desentendimento entre o adepto e membros da claque dos Super Dragões.

Segundo o comunicado da PJ, os confrontos aconteceram na Alameda das Antas, junto ao Estádio do Dragão, como retaliação por uma sucessão de agressões que, desde janeiro deste ano, vinham ocorrendo entre o arguido, familiares deste e a vítima. Na madrugada de sábado e durante a festa dos dragões, um grupo de homens, entre eles Renato Gonçalves, perseguiu a vítima, alcançando e agredindo a mesma com murros e pontapés. 

Após intervenção de alguns populares, que acabaram também agredidos, a vítima tentou afastar-se do local, vindo a ser surpreendida pelo suspeito de 19 anos, que com uma arma branca de dimensões significativas, atingiu repetidamente e com extrema violência, provocando-lhe a morte. 

O agressor, de 19 anos, filho de um dos principais elementos da claque, é assim suspeito do crime de homicídio qualificado. Empregado de limpeza e sem antecedentes criminais, vai agora ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas. O suspeito acabou por ser detido esta terça-feira pela Polícia Judiciária.

Num vídeo a que a TVI/CNN Portugal teve acesso, é possível ver-se a brutalidade com que o jovem foi agredido. Depois dos murros e pontapés, a vítima foi esfaqueada no abdómen e na zona do coração, com "uma arma branca de dimensões significativas". A namorada, que terá tentado separar os desavindos, sofreu ferimentos ligeiros.

Igor Silva, de 26 anos, foi transportado em manobras de reanimação para o Hospital de São João, mas acabou por não resistir aos ferimentos provocados por um ataque com uma arma branca. Do incidente resultou ainda um ferido grave, uma mulher de 28 anos que foi esfaqueada quando tentava separar a briga, e que continua internada na mesma unidade hospitalar.

Suspeito assustado e disposto a colaborar

Na manhã desta terça-feira, e na sequência da detenção, a advogada do suspeito garantiu que este "está disposto a colaborar e esclarecer a verdade".

De acordo com Poliana Ribeiro, Renato Gonçalves está "preocupado" e "assustado" com toda a situação e ainda não é claro se será presente ao Tribunal de Instrução Criminal ainda esta segunda-feira. A especialista em direito acrescenta ainda que foi o jovem que tomou a iniciativa de se entregar à Polícia Judiciária. A advogada rejeitou, no entanto, revelar onde o arguido se encontrava desde a ocorrência.

“Houve uma entrega. Houve uma comunicação feita por parte do Renato, mas, obviamente que foi a Polícia Judiciária que o foi buscar a determinado local, depois de ele informar onde estava”, referiu a advogada Poliana Ribeiro à porta do edifício da PJ do Porto.

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