Marcelo "discorda da posição" de Costa sobre Galamba

CNN Portugal , BCE
2 mai 2023, 21:23
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (E), cumprimente o primeiro-ministro, António Costa (D), à sua chegada para participar na reunião do Conselho de Estado, sobre o tema com “Fundos Europeus em Portugal”, no Palácio da Cidadela, em Cascais (Rodrigo Antunes/ LUSA)

Marcelo lamenta que o primeiro-ministro tenha agido "por uma questão de consciência", apesar de ter considerado a situação "deplorável", lembrando, porém, que a função do presidente é ouvir os portugueses

Marcelo Rebelo de Sousa reagiu à decisão de António Costa em não aceitar a demissão de João Galamba, assumindo "discordar" da posição do primeiro-ministro, ainda este não tinha acabado de dar explicações.

A reação do Presidente da República foi conhecida quando António Costa falava aos jornalistas e ao país, esta noite, em São Bento, já depois de ter estado em Belém para comunicar a sua decisão a Marcelo e igualmente após o ministro das Infraestruturas ter apresentado a demissão.

Marcelo lamenta que o primeiro-ministro tenha agido "por uma questão de consciência", apesar de ter considerado a situação "deplorável", lembrando, porém, que a função do presidente é ouvir os portugueses. 

O Presidente da República sublinha, ainda, "que não pode exonerar um membro do Governo sem ser por proposta do primeiro-ministro", afirmando também discordar do primeiro-ministro "quanto à leitura política dos factos e quanto à percepção deles resultante por parte dos portugueses".

A nota da Presidência na íntegra:

"O Ministro das Infraestruturas apresentou hoje o seu pedido de demissão, invocando razões de peso relacionadas com a percepção dos cidadãos quanto às instituições políticas. O Primeiro-ministro, a quem compete submeter esse pedido ao Presidente da República, entendeu não o fazer, por uma questão de consciência, apesar da situação que considerou deplorável. O Presidente da República, que não pode exonerar um membro do Governo sem ser por proposta do Primeiro-ministro, discorda da posição deste quanto à leitura política dos factos e quanto à percepção deles resultante por parte dos Portugueses, no que respeita ao prestígio das instituições que os regem."

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