Endividamento da economia volta a subir para 794,8 mil milhões

ECO - Parceiro CNN Portugal , Alberto Teixeira
23 jan, 15:59
Casas, habitação, bairro típico, Lisboa. Foto: Tim Graham/Getty Images

Depois do tombo em outubro, envidamento do Governo, empresas e famílias voltou a aumentar em novembro: subiu 700 milhões de euros para perto de 795 mil milhões.

Depois do tombo em outubro, o endividamento da economia voltou a aumentar em novembro, atingindo 794,8 mil milhões de euros, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

O endividamento do setor não financeiro corresponde à dívida das administrações públicas, empresas e famílias. Segundo o Banco de Portugal, o aumento de 700 milhões de euros registado no penúltimo mês do ano passado deveu-se ao setor público, que inclui administrações públicas e empresas públicas, enquanto o endividamento do setor privado “praticamente não se alterou” em relação ao mês anterior.

Corrida aos certificados aumenta endividamento

Com efeito, o endividamento do setor público aumentou 700 milhões de euros, para 353,7 mil milhões de euros. Por um lado, aumentou o endividamento junto dos particulares (1,4 mil milhões de euros), que terá a ver com a corrida das famílias portuguesas aos Certificados de Aforro, e das administrações públicas (900 milhões). Por outro e em contrapartida, o endividamento do setor público perante o setor financeiro e o exterior diminuiu, respetivamente, 0,5 mil milhões de euros e 1,3 mil milhões de euros.

No que diz respeito ao setor privado, o endividamento das empresas diminuiu 100 milhões de euros, “traduzindo uma redução do endividamento perante o setor financeiro (300 milhões de euros) e um aumento junto do exterior (200 milhões)”. Caiu para 289,9 mil milhões.

Em relação às famílias, o endividamento somou 100 milhões de euros, “essencialmente junto do setor financeiro”, explica a instituição liderada por Mário Centeno. Atingiu os 150,3 mil milhões.

O endividamento da economia atingiu um valor recorde em setembro, nos 799 mil milhões de euros, tendo decrescido cerca de cinco mil milhões no mês seguinte, devido ao reembolso de 8,4 mil milhões de euros aos investidores.

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