Conceição: «À mínima coisa que diga fora da caixa, apanho um processo»

11 fev, 12:43

Treinador do FC Porto deixou um «desabafo» na conferência de imprensa deste domingo

Instado a recordar o episódio insólito do jogo com o Arouca na primeira volta da Liga, em que o sistema do VAR falhou e o árbitro Miguel Nogueira teve de recorrer a um telemóvel, Sérgio Conceição recusou tirar ilações.

O treinador do FC Porto, de resto, aproveitou o momento para lamentar os constantes processos de que tem sido alvo, o último dos quais devido às palavras na flash interview, após o empate com o Rio Ave, na última jornada.

«Sobre esses ensinamentos, não tenho e ser eu quem tem de estudar ou ver o que correu bem ou não. Já me basta a equipa para me dar dores de cabeça, especificamente em relação ao VAR. Tenho de ter cuidado, porque, à mínima coisa que diga fora da caixa, apanho um processo. Já me meteram mais um processo, porque disse que por vezes jogámos contra mais do que 11. Pode ser o público adversário ou imensas coisas. Deduzem alguma coisa e sou processado pela dedução as pessoas. Posso ter intenção e dizer algo e veem outra intenção. Não é pelo facto de ter dito, mas pela intenção de dizer. É espetacular. Tenho 30 dias de castigo por essa intenção do jogo com o Casa Pia no ano passado. Dizem que tinha a intenção de fazer alguma coisa. Foi um desabafo, às vezes fica entalado na garganta», reconheceu o técnico dos dragões, em conferência de imprensa.

Conceição garantiu ainda que toda a estrutura de futebol está alinhada com as palavras de Luís Gonçalves, que a meio da semana considerou que o FC Porto estava a ser prejudicado pela arbitragem.

Além disso, o técnico portista abordou a ideia do cartão azul, mostrando-se aberto a receber ferramentas que melhorem o futebol.

«Ainda não vi ao pormenor o que significará o cartão azul para o futebol. Tudo o que for para melhorar o espetáculo, estou de acordo. É como o VAR», rematou.

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