FC Porto responde ao Conselho de Arbitragem: «Não existiu qualquer falha de energia»

4 set 2023, 18:01

Em causa o lance de análise de penálti no duelo com o Arouca, aos 90 minutos, que envolveu Milovanov e Taremi. Miguel Nogueira ficou sem imagens no monitor e confirmou decisão após conversa telefónica

O FC Porto respondeu na tarde desta segunda-feira ao Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na sequência do incidente com o VAR no duelo de domingo ante o Arouca, assegurando que «não corresponde à verdade que a tomada elétrica disponível na zona de revisão do estádio não possuísse energia socorrida» e que «não existiu qualquer falha de energia».

Na manhã desta segunda-feira, o CA da FPF, que solicitou informação técnica após o episódio no Estádio do Dragão, explicou que «a única tomada elétrica disponível na área de revisão do estádio não tinha corrente elétrica» e que «o sistema de energia de reserva» se esgotou durante o jogo, face ao facto da tomada nunca ter tido energia.

A administração dos azuis e brancos reforça que «também não corresponde à verdade que a tomada em questão seja a única disponível na área de revisão do estádio», que «junto desta existe um outro quadro elétrico com outra tomada disponível para utilização» e que «não foram detetadas quaisquer falhas de energia no decorrer do jogo (antes, durante ou após o mesmo)».

O clube nota ainda que o cabo de alimentação destinado aos equipamentos do VAR, «conectado na origem à fonte de energia do estádio disponibilizada pelo FC Porto, não foi conectado aos equipamentos do VAR, levando a que o sistema tenha estado a funcionar suportado por baterias desde o ínicio do jogo». «A conclusão é elementar: o cabo da Altice do primeiro equipamento do VAR, conectado na origem à fonte de energia do estádio, nunca esteve ligado no destino ao equipamento do VAR por erro técnico», finalizam os dragões.

Na base da situação esteve um lance entre Milovanov e Taremi, na área defensiva do Arouca. O árbitro Miguel Nogueira assinalou penálti, aos 90 minutos, mas acabou a ir ao monitor para ver as imagens, que ficaram inacessíveis, algo que levou Miguel Nogueira a conversar ao telemóvel com o VAR. Ao fim de cerca de cinco minutos, o árbitro chamou o treinador-adjunto do FC Porto, Vítor Bruno, assim como o treinador do Arouca, Daniel Ramos, para explicar a situação a ambos e comunicar que não havia motivo para penálti. 

A situação levou o FC Porto, ainda na noite de domingo, a protestar o jogo com o Arouca, que terminou empatado a uma bola. Já esta segunda-feira, a Liga pediu um inquérito ao Conselho de Disciplina da FPF.

O comunicado do FC Porto na íntegra:

1.    Não corresponde à verdade que a tomada elétrica disponível na zona de revisão do estádio não possuísse energia socorrida. Esta tomada possui fonte de alimentação UPS (Uninterrupted Power Supply). 

2.    Para além da UPS, a própria tomada possui uma chave específica que garante que a mesma só é utilizada para o sistema VAR.

3.    Também não corresponde à verdade que a tomada em questão seja a única disponível na área de revisão do estádio. Junto desta existe um outro quadro elétrico com outra tomada disponível para utilização, conforme se pode verificar pela foto subsequente [ndr: ver abaixo, na peça].

4.    Acresce, ainda, que não foram detetadas quaisquer falhas de energia no decorrer do jogo (antes, durante ou após o mesmo).

5.    A este propósito refira-se que obrigação do FC Porto se esgota na disponibilização de uma fonte de energia para que os técnicos da Altice, contratados pela FPF, aí conectem o cabo de alimentação destinado aos equipamentos do VAR, o que aconteceu, sendo que toda a responsabilidade de montagem do sistema e ligação de cabos é daqueles profissionais.

 

 

 

 

6.    Sucede que o referido cabo, conectado na origem à fonte de energia do estádio disponibilizada pelo FC Porto, não foi conectado aos equipamentos do VAR, levando a que o sistema tenha estado a funcionar suportado por baterias desde o início do jogo.

 

7.    Tal facto foi reconhecido pelos próprios técnicos da Altice quando substituíram o equipamento, tendo este passado a estar suportado pela energia do estádio.

 

8.    Por conseguinte, se não existiu qualquer falha de energia e se não foram rearmados quaisquer quadros elétricos, como se explica que o equipamento do VAR substituído não tivesse energia do estádio, mas o segundo equipamento já a tivesse? A energia não desaparece de um momento para o outro…

 

A conclusão é elementar: o cabo da Altice do primeiro equipamento do VAR, conectado na origem à fonte de energia do estádio, nunca esteve ligado no destino ao equipamento do VAR por erro técnico.

 

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