Empresas portuguesas detetadas em operação contra comércio ilegal de madeira do Brasil

Agência Lusa , AM
18 nov, 12:41
Comércio ilegal de madeira (Europol)

Europol diz que esta foi a "primeira vez que os países de origem e de destino para o comércio ilegal de madeira se associaram numa inspeção coordenada"

Uma operação da Europol de combate ao comércio ilegal da madeira do Brasil detetou irregularidades em 12 empresas portuguesas, revelou aquela polícia, apontando também o envolvimento de empresas de Itália, Espanha e Países Baixos.

A Europol detalhou, em comunicado, que foram realizadas mais de 350 inspeções durante uma operação conjunta que decorreu em setembro e visou o comércio ilegal de madeira tanto nos países de origem como de destino.

"Os investigadores detetaram irregularidades relacionadas com 17 empresas (uma em Itália, uma nos Países Baixos, três em Espanha e 12 em Portugal). As autoridades competentes instauraram processos penais contra uma destas empresas", adiantou.

As investigações envolveram autoridades policiais do Brasil, França, Itália, Países Baixos, Portugal e Espanha, bem como o Projecto Latino-Americano EL PAcCTO, e visaram redes envolvidas em crimes ambientais, abate ilegal de árvores, contrabando, evasão fiscal, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos.

"As autoridades nacionais efetuaram controlos principalmente nos portos brasileiros de exportação e nos portos europeus de procura de importações ilegais. As redes criminosas utilizaram a falsificação de documentos para dissimular a origem da madeira ou a espécie real nos carregamentos para passar os controlos aduaneiros e chegar aos consumidores", refere o comunicado.

De acordo com a Europol, esta foi a "primeira vez que os países de origem e de destino para o comércio ilegal de madeira se associaram numa inspeção coordenada".

No comunicado, a organização assinala que o comércio ilegal de madeira contribui significativamente para a atual desflorestação nos países de origem, esgotando os seus recursos naturais.

A Europol coordenou as atividades operacionais, facilitou o intercâmbio de informações, prestou apoio analítico e, durante os dias da operação, destacou peritos para os Países Baixos para apoiar as atividades no terreno.

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