"Mano, porque é que tens isto?"; "Não te preocupes". As mensagens do autor do massacre de Uvalde há quatro dias

25 mai, 04:47

Salvador Ramos, o jovem que abriu fogo numa escola primária do Texas, enviou fotografias da arma e de munições a um antigo colega de escola. "Mano, porque é que tens isto?", perguntou-lhe o amigo. "Não te preocupes", foi a resposta

Um antigo colega de turma de Salvador Ramos, o jovem que ontem abriu fogo numa escola primária do Texas, revelou que trocou mensagens com o atirador há quatro dias. O diálogo começou quando Ramos lhe enviou uma mensagem com fotografias de uma arma de fogo e de uma mochila com munições.

O amigo de Ramos, que pediu para não ser identificado, disse que os dois comunicavam cada vez menos, mas que continuavam de alguma forma "próximos", e o antigo colega lhe enviava mensagens "aqui e ali", e que por vezes jogavam Xbox.

A última troca de mensagens terá sido na sexta-feira passada. "Há quatro dias, ele envia-me uma fotografia da [arma automática] AR que usava ... e uma mochila cheia de munições 5,56, provavelmente uns sete carregadores".

"Eu estava tipo, 'mano, porque é que tens isto?' e ele estava tipo, 'Não te preocupes com isso'", contou o amigo, citado pela CNN Internacional.

O jovem atirador terá publicado na sua conta de Instagram uma fotografia de duas espingardas automáticas AR15. A conta, do utilizador "salv8dor_", seria mesmo de Salvador Ramos, segundo vários antigos colegas de escola. 

Três dias antes do massacre desta terça-feira, a imagem das duas armas foi publicada nas "stories" deste utilizador da rede social. 

 

"Estou muito diferente agora"

 

Na mesma conversa por mensagens, Salvador Ramos contou ao amigo, que não o via há algum tempo: "Estou muito diferente agora. Não me reconhecerias".

Segundo o antigo colega de liceu, o jovem que protagonizou o massacre na escola primária de Uvalde era vítima de bullying na escola secundária que frequentava, na mesma localidade. Salvador, de 18 anos, era "brutalmente intimidado" por colegas de escola e "bastante gozado", fosse por causa da situação financeira débil da sua família, ou por causa do tipo de roupa que usava. "E por aí adiante..."

Segundo este amigo, Salvador já quase não ia à escola, e acabou por desistir das aulas por causa da intimidação sistemática de que era vítima.

O jovem trabalhava no restaurante de Uvalde da cadeia de fast-food Wendy's. "Ele era do tipo calado, não falava muito. Realmente, não socializava com os outros empregados", segundo o responsável pelo estabelecimento.

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