O texto em que Biden explica o que os EUA querem, o que farão e o que não farão na Ucrânia

1 jun, 02:52
Joe Biden (AP Photos)

Biden abriu o jogo sobre como encara o conflito no Leste da Europa. Os EUA vão enviar mais e melhores armas para a Ucrânia, mas não aceitam ataques em solo russo. E se não houver ataques de Moscovo contra território NATO, não haverá conflito direto com os russos

Joe Biden anunciou que os Estados Unidos vão enviar mais e melhor armamento para a Ucrânia, num texto de opinião publicado ontem à noite no New York Times. Ao mesmo tempo que se comprometeu a continuar a apoiar a Ucrânia e a reforçar as sanções contra a Rússia, até para que outros potenciais invasores não se sintam encorajados (leia-se: a China em relação a Taiwan), Biden assegurou que nem os EUA nem a NATO entrarão diretamente no conflito - e assim será desde que nenhum Estado-membro da NATO seja atacado.

"À medida que a guerra avança, quero ser claro quanto aos objetivos dos Estados Unidos", escreveu Biden.

Eis os principais pontos do texto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, clarificando a perspetiva de Washington sobre esta guerra e explicando o que o seu país pretende, o que fará e o que não fará perante o conflito:

"O objetivo dos Estados Unidos é simples: queremos ver uma Ucrânia democrática, independente, soberana e próspera com os meios para dissuadir e defender-se contra novas agressões."

"Avançámos rapidamente para enviar à Ucrânia uma quantidade significativa de armamento e munições para que este país possa lutar no campo de batalha e estar na posição mais forte possível à mesa das negociações. É por isso que decidi que iremos fornecer aos ucranianos sistemas de mísseis e munições mais avançados, que lhes permitirão atingir com maior precisão alvos-chave no campo de batalha na Ucrânia."

"Continuaremos a cooperar com os nossos aliados e parceiros nas sanções russas, as mais duras jamais impostas a uma grande economia. Continuaremos a fornecer à Ucrânia armamento avançado, incluindo mísseis Javelin anti-tanque, mísseis anti-aéreos Stinger, artilharia poderosa e sistemas de mísseis de precisão, radares, veículos aéreos não tripulados, helicópteros Mi-17 e munições. Também enviaremos mais milhares de milhões em assistência financeira."

"Continuaremos também a reforçar o flanco leste da NATO com forças e capacidades dos Estados Unidos e de outros aliados."

"Não procuramos uma guerra entre a NATO e a Rússia. (...) Enquanto os EUA ou os nossos aliados não forem atacados, não estaremos diretamente envolvidos neste conflito, quer enviando tropas americanas para combater na Ucrânia, quer atacando as forças russas. Não estamos a encorajar ou a permitir que a Ucrânia ataque para além das suas fronteiras."

"Não vou pressionar o governo ucraniano - em privado ou público - a fazer quaisquer concessões territoriais. Fazê-lo seria errado e contrário aos princípios bem estabelecidos."

"Se a Rússia não pagar um preço elevado pelas suas ações, enviará uma mensagem a outros agressores que também eles podem confiscar território e subjugar outros países. Colocará em risco a sobrevivência de outras democracias pacíficas. E poderá marcar o fim da ordem internacional baseada em regras e abrir a porta à agressão noutros locais."

"Deixem-me ser claro: qualquer utilização de armas nucleares neste conflito, seja a que escala for, seria completamente inaceitável para nós e para o resto do mundo e acarretaria consequências graves."

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