Mais de metade da população mundial sofre de dor de cabeça regularmente

13 abr, 10:01
Todos os tipos de dor de cabeça relatados nos estudos analisados foram mais comuns em mulheres do que em homens. (Pexels)

Uma revisão de 357 estudos científicos realizados nos últimos 60 anos permitiu concluir que 52% da população mundial sofre de dor de cabeça. A cada dia, 15,8% da população mundial tem cefaleia

A Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia decidiu passar a pente fino os principais estudos sobre dor de cabeça feitos entre 1961 e 2020 e concluiu o que há muito se suspeitava: mais de metade da população mundial sofre de dor de cabeça.

Segundo a investigação, publicada esta terça-feira na revista Journal of Headache and Pain - e que teve por base a análise de 357 estudos científicos publicados com participantes com idades entre os 20 e os 65 anos - 52% das pessoas em todo o mundo têm um distúrbio de dor de cabeça ativo, sendo que 4,6% relata dor de cabeça em mais de metade dos dias do mês. Mas os dados vão além da cefaleia: 26% sofrem de cefaleia do tipo tensional e 14% das pessoas têm enxaqueca.

“As dores de cabeça são distúrbios muito, muito frequentes, [e] muito prevalentes em todos os países – embora possa haver diferenças”, disse o professor Lars Jacob Stovner, primeiro autor do estudo, citado pelo The Guardian.

Alguns dos estudos analisados davam conta de relatos de cefaleia ao longo de toda a vida, mas a maioria dos relatos eram de dores de cabeça sentidas no último ano antes do estudo e independemente do ano do estudo, o que ajuda a comprovar a transversalidade deste problema ao longo das décadas.

Todos os tipos de dor de cabeça relatados nos estudos analisados foram mais comuns em mulheres do que em homens. No caso das enxaquecas, estas eram mais frequentes em 17% das mulheres em comparação com 8,6% nos homens. Também os relatos de dores de cabeça por 15 ou mais dias por mês foram feitos por 6% das mulheres e por 2,9% dos homens.

Para os autores da revisão, as conclusões reforçam a prevalência das dores de cabeça - algo que já vinha a ser alertado no estudo Global Burden of Disease - e devem servir para mais pesquisas sobre o tema e de linha de base para estimativas mais precisas, de modo a que os métodos de medição da dor e os tratamentos futuros sejam mais eficazes.

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