Juíza recusa aceitar nome que pais escolheram para a filha - porque não há ninguém que o tenha e porque é um substantivo

CNN Portugal , HMC
2 nov, 20:44
Processos

Caso ocorreu na cidade basca de Vitória, onde uma juíza não aceita o nome 'Hazia', que em basco pode significar semente mas também esperma

Uma juíza da cidade espanhola de Vitória, no País Basco, recusou-se a aceitar o nome dado a uma menina pelos seus pais e ameaça mesmo dar-lhe "o nome que a criança quiser" se os pais não encontrarem uma alternativa.

Segundo a imprensa regional, a magistrada do tribunal de Vitória foi confrontada com o pedido dos pais para dar o nome de 'Hazia' à filha, que em basco significa "semente", mas também pode significar "esperma".

As razões apresentadas pela juíza para negar o registo da criança são que "não há outra rapariga com esse nome" e que 'hazia' é um substantivo.

A decisão da juíza surpreendeu a família, que diz que escolheu o nome com "cuidado" e que não compreende que outros nomes como 'Zigor', que em basco significa "castigo", sejam permitidos. "Estamos determinados que a nossa filha tenha o nome que escolhemos, não reconhecemos o nome que a juíza decida dar", garante a mãe.

A mãe reconhece que, para fins legais, é "necessário" desbloquear o conflito "de alguma forma", até porque a filha já tem 10 dias.

Caberá agora à Direção Geral de Segurança Jurídica e Fé Pública do município de Vitória decidir sobre o assunto. "Esperamos que seja resolvido em breve, não compreendemos o absurdo e o desejo de manchar algo belo, mas não serão bem sucedidos. Hazia é a semente do amor dos seus pais", reforça a mãe.
 

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