Consumo de eletricidade aumentou quase 2% em agosto influenciado pelo calor

Agência Lusa , BCE
1 set, 17:26
Poupar com o ar condicionado

Nos primeiros oito meses do ano, porém, o consumo diminuiu ligeiramente

O consumo de eletricidade aumentou 1,8% em agosto, face ao mesmo mês do ano passado, influenciado pelas temperaturas acima do normal, enquanto no acumulado dos primeiros oito meses o consumo diminuiu 0,5%.

Segundo os dados da REN - Redes Energéticas Nacionais, após corrigido o efeito de temperatura e dias úteis, o aumento no consumo de energia elétrica em agosto ficou nos 0,7%.

No sentido oposto, entre janeiro e agosto, o consumo registou uma diminuição de 0,5%, ou 0,6% com correção da temperatura e dias úteis.

Em agosto, as condições foram particularmente favoráveis para a produção eólica, com um índice de 1,16 (média histórica de 1), tendo a produção fotovoltaica um índice de 1,02.

Já a produção hidroelétrica manteve-se em regime seco, algo normal no período de verão, apontou a gestora do Sistema Elétrico Nacional.

Durante o mês de agosto, a produção renovável abasteceu 46% do consumo, a produção não renovável 24%, enquanto os restantes 30% corresponderam a energia importada.

Já no acumulado dos primeiros oito meses do ano, a produção renovável abasteceu 57% do consumo, repartida pela eólica com 24%, pela hidroelétrica com 19%, pela fotovoltaica com 8% e pela biomassa com 6%.

Por sua vez, a produção a gás natural abasteceu 21% do consumo, enquanto os restantes 22% corresponderam a energia importada.

Durante os primeiros oito meses do ano, o índice de produtibilidade hidroelétrica foi de 0,78, o de produtibilidade eólica 0,96 e o de produtibilidade solar 1,06.

Relativamente ao consumo de gás natural, registou-se uma descida de 23% em agosto, face ao período homólogo, mantendo-se a tendência verificada ao longo do ano, com o segmento de produção de energia elétrica a baixar 39% e o segmento convencional a cair 5,3%.

Entre janeiro e agosto, o consumo de gás natural diminuiu 21% face ao período homólogo, com um recuo de 40% no segmento de produção de energia elétrica e uma queda de 4,8% no segmento convencional.

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