Autarca do PT assassinado no estado brasileiro de São Paulo: gritou "Lula" e levou três tiros

Agência Lusa , BC
29 out, 10:35
Prédio com bandeiras a apoiar Lula da Silva antes das presidenciais no Brasil (Foto: Eraldo Peres/AP)

Segundo testemunhas, Reginaldo Camilo dos Santos, de 51 anos, respondeu "Lula" quando uma pessoa passou gritando "Bolsonaro". Foi atingido com três tiros e perdeu a vida

Um político brasileiro do Partido dos Trabalhadores (PT) foi assassinado esta sexta-feira em Jandira, estado de São Paulo, baleado já muito próximo de casa, com os disparos a serem efetuados a partir de um veículo.

Reginaldo Camilo dos Santos, de 51 anos, conhecido por Zezinho, tinha concorrido a deputado federal nas eleições de 2 de outubro, onde recebeu cerca de 9.000 votos, mas não foi eleito. Em 2020, foi candidato a liderar o município de Jandira, ficando em terceiro lugar, conseguindo assegurar o lugar de vereador.

Na última semana, várias imagens foram publicadas em redes sociais em que o mostravam em campanha por Fernando Haddad do PT, candidato a governador, e Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à presidência brasileira.

As autoridades declararam que o motivo do crime é desconhecido, para já, embora o deputado federal Jilmar Tatto (PT) tenha declarado que os relatórios iniciais apontam para um crime de ódio, embora o caso precise de ser analisado em pormenor.

"Testemunhas relataram que uma pessoa passou gritando Bolsonaro, ele [Zezinho] gritou Lula e a pessoa sacou da arma e disparou três tiros. Tudo indica que foi a ação de um apoiante bolsonaro dentro deste clima de intolerância no país", afirmou, citado pela Globo.

O homicídio aconteceu a dois dias das eleições presidenciais. Luiz Inácio Lula da Silva venceu a primeira volta das eleições com 48,4% dos votos e Jair Bolsonaro recebeu 43,2%, pelo que os dois candidatos enfrentam-se agora numa segunda volta marcada para este domingo.

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