“A culpa é uma opção. O PS fez uma opção”. A queda do Orçamento (e do Governo) aos olhos de Jerónimo

30 dez 2021, 08:30

A entrevista exclusiva ao secretário-geral do PCP será transmitida, na íntegra, durante a noite desta quinta-feira, no CNN Prime Time

Jerónimo de Sousa considera que houve uma intransigência negocial de António Costa para o Orçamento do Estado para 2022, que terá preferido uma ida às urnas a ceder às reivindicações da esquerda. 

“Nós não chegámos ali e dissemos: temos estas propostas e ponto final, parágrafo. Depois as coisas começaram a ser mais dramatizadas e António Costa decide: se é assim, então vamos para eleições”, refere.

Neste excerto da entrevista realizada pela jornalista Anabela Neves, o secretário-geral comunista reitera que o partido estava aberto a negociar propostas, ao contrário do Governo socialista. 

Jerónimo acredita que a crise política poderia ter sido evitada caso tivessem existido cedências por parte dos envolvidos, mas lembra que essa não foi a opção de António Costa.

"A culpa é uma opção. Era possível ter dado passos adiante que hoje ainda estariam na ordem do dia, mas o PS fez uma opção”, aponta.

A entrevista em exclusivo será transmitida esta quinta-feira à noite, no CNN Prime Time da CNN Portugal, e é a última de uma série de quatro conversas diárias com líderes partidários. 

Depois de António Costa, seguiram-se as entrevistas de perfil com Rui Rio, presidente do PSD; Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda; e agora Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP.

Os quatro são os líderes partidários mais antigos em funções nos partidos representados na Assembleia da República na última legislatura, tendo liderado a “geringonça” e a oposição.

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