Das lágrimas de Will Smith a um discurso sem fala. As palavras que ficam da gala dos Óscares

28 mar, 06:31

Troy Kotsur tornou-se o primeiro homem surdo a receber um Óscar por representação. O agradecimento fez-se, claro, em língua gestual. Já Will Smith, agradeceu o Óscar de melhor Ator entre lágrimas e desculpas

Will Smith protagonizou dois dos momentos mais altos da noite dos Óscares. Se a chapada (verdadeira?) em Chris Rock causou polémica e fez buzz nas redes sociais, o momento em que o ator subiu ao palco para receber o Óscar para melhor Ator foi um dos mais comoventes.

Galardoado pelo papel em “King Richard – Para Além do Jogo”, em que interpreta Richard Williams, pai das estrelas de ténis Venus e Serena Williams, Will Smith fez um longo discurso, quase sempre emocionado.

“Richard Williams foi um feroz defensor da sua família. Neste momento da minha vida, neste momento, estou exacerbado pelo que Deu me chama para ser e fazer neste mundo”, afirmou, enquanto chorava.

Will Smith chora após receber Óscar de melhor Ator (Chris Pizzello/AP)

Seguiu-se uma pausa dramática, ao estilo do melhor ator, que deixou toda a gente em suspenso. Will Smith disse que queria pedir desculpa, mantendo o silêncio por alguns segundos. Desculpa a quem? A Chris Rock? Não, desculpa à Academia e aos outros nomeados: “Este é um momento lindo. Não estou a chorar por ter ganho um prémio. Para mim ão é sobre um prémio, é sobre poder ser um exemplo para toda a gente”.

Dizer tanto sem palavras

Foi um dos três prémios do filme “CODA – No Ritmo do Coração”, mas foi muito mais do que isso. Troy Kotsur entrou no filme de Sian Heder como é: surdo. De resto, o título, que venceu o principal Óscar da noite, conta a história de uma família composta por três elementos surdos.

O ator norte-americano tornou-se no primeiro homem surdo a vencer um Óscar de melhor Ator Secundário, e subiu ao palco debaixo de aplausos em língua gestual.

Troy Kotsur recebeu o Óscar de melhor Ator Secundário (Chris Pizzello/AP)

Já no palco, e naturalmente naquela mesma língua, Troy Kotsur agradeceu ao pai, o “melhor cantor da família”, mas que teve um acidente de carro e ficou paralisado do pescoço para baixo: “Já não consegue cantar”.

“Pai, aprendi tanto contigo. Vou amar-te sempre. És o meu herói”, disse.

Ucrânia (levemente) relembrada

Chegou a pensar-se que Volodymyr Zelensky poderia falar na cerimónia dos Óscares. Tal não aconteceu, e apesar das várias manifestações de apoio ao país que foi invadido pela Rússia há mais de um mês, foram poucos os vencedores que se lembraram disso na hora do prémio.

No discurso de agradecimento do Óscar para melhor Curta de Documentário, por “The Queen of Basketball”, o realizador Bem Proudfoot direcionou palavras para o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden: “Tragam a Brittney Griner para casa”. O cineasta referia-se a uma jogadora norte-americana profissional de basquetebol que está detida na Rússia por suspeitas de tráfico de droga.

Num momento para recordar os 50 anos do primeiro filme da saga “O Padrinho”, os atores Al Pacino e Robert De Niro subiram ao palco com o realizador Francis Ford Coppola. Após algumas palavras, o cineasta deixou um “Viva a Ucrânia” para finalizar.

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