Hospital recusa transplante de coração a paciente que rejeita vacina contra a covid-19

CNN Portugal , HCL
26 jan, 13:21
DJ Ferguson internado no hospital Brigham and Woman

Caso aconteceu num hospital de Boston, nos EUA, que justifica a sua decisão pelo facto de a intervenção cirúrgica "desligar" o sistema imunitário e levar a que um infeção por covid-19 cause a morte do paciente. A família dia não ter a certeza do que vai fazer, mas está à procura de soluções

Um hospital na cidade de Boston, nos Estados Unidos, afirmou que não vai realizar um transplante de coração a um paciente de 31 anos que recusou ser vacinado contra a covid-19

O caso ocorreu no hospital Brigham and Woman e envolve DJ Ferguson, um homem que estava sinalizado como prioritário para um transplante de coração, mas que deixou de ser elegível por ter recusado a ser inoculado com uma das vacinas contra a covid-19.

Não o fez, argumenta o pai, David Ferguson, por ser “contra os seus princípios”. “É uma política do hospital que está a ser aplicada e, como o meu filho não vai ser vacinado, eles tiraram-no da lista para um transplante de coração”.

Em comunicado, o hospital explicou o que motivou a sua decisão: “Como muitos outros programas de transplante nos Estados Unidos – a vacina Covid-19 é uma das várias vacinas e comportamentos de estilo de vida necessários para candidatos a transplante no sistema, a fim de criar mais hipóteses de a operação ser bem sucedida e de o paciente sobreviver ao transplante.”

Outros especialistas médicos já vieram declarar apoio à decisão do hospital, observando que o sistema imunológico fica extremamente fraco após um transplante, tornando as vacinas ainda mais importantes.

Após qualquer transplante, o sistema imunológico fica desligado. A gripe pode matar, uma constipação pode matar, o Covid pode matar”, disse à CBS Boston Arthur Caplan, chefe de ética da escola de medicina Grossman em Nova Iorque.

“Os órgãos são escassos: não vamos distribuí-los por alguém que tem poucas chances de sobreviver quando outros vacinados têm mais chances de sobreviver após a cirurgia”, acrescentou o especialista em ética.

A família de Ferguson disse não ter a certeza do que fazer a seguir, devido à sua recusa em receber a vacina Covid-19. Eles consideraram transferi-lo para uma instalação diferente, mas reconhecem que o paciente pode não sobreviver à viagem. “Estamos a procurar agressivamente todas as opções, mas estamos a ficar sem tempo”, disse o pai de DJ, David Ferguson.

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