Champions: Liverpool-Real Madrid, 0-1 (destaques)

28 mai, 23:12

O muro Courtois e Vinícius a soltar a festa

FIGURA: Thibaut Courtois

O guarda-redes belga foi o grande protagonista da final da Liga dos Campeões no Stade de France. Defendeu (mesmo) tudo o que havia para defender, negando golos, porventura, certos de Mohamed Salah ou de Sadio Mané. Foi um muro para a ofensiva do Liverpool. Decisivo, de longe o homem do jogo.

MOMENTO: o golo de Vinícius rumo à 14.ª (59m)

O Real Madrid libertou-se bem da pressão do Liverpool e ganhou algum espaço para manobrar o ataque no meio-campo contrário. Casemiro soltou para o uruguaio Fede Valverde na direita e o número 15 do Real Madrid, após uma diagonal da direita para o meio, conseguiu ter visão e precisão no passe para colocar a bola em Vinícius Jr, ao segundo poste. O brasileiro concluiu de primeira, com o pé direito, nas costas de Trent Alexander-Arnold, rumo à 14.ª Champions do Real.

OUTROS DESTAQUES

Vinícius Jr: o brasileiro decide, na prática, o resultado que vale a 14.ª Champions ao Real Madrid. Tentou várias vezes encarar Alexander-Arnold e Ibrahima Konaté com a sua velocidade, não foi sempre bem-sucedido, mas conseguiu um momento tão eficaz quanto decisivo no Stade de France.

Fede Valverde: ajudou a operar saídas rápidas do Real Madrid, uma delas bem conseguida, com a assistência para o golo de Vinícius.

Mohamed Salah: um perigo (quando não) à solta no ataque do Liverpool, da direita para o meio. Teve várias oportunidades para empatar mas, do outro lado, se havia espaço para tentar ser feliz no meio da defensiva do Real, a verde é que, nem o egípcio, nem qualquer outro homem dos reds, conseguiu bater Thibaut Courtois. Um dos homens com um final mais triste na final de Kiev – saiu lesionado na primeira parte em 2018 – não conseguiu a «vingança».

Casemiro: importante para os equilíbrios do meio-campo do Real Madrid, até podia ter marcado o 2-0 já bem perto do final, mas não conseguiu dar o melhor seguimento a um lance de bola parada bem estudado, após um livre para a área. Ainda assim, essencial, ao lado de Kroos e Modric.

Diogo Jota: a entrada do português, o único a jogar a final da Champions de 2021/22, no lugar de Luis Díaz, agitou o jogo ofensivo do Liverpool após o 1-0. A equipa inglesa ganhou um pouco mais de agressividade positiva à procura do empate e o próprio Jota esteve perto, num desvio por instinto após um remate de Salah.

Thiago: pareceu ser dúvida até ao apito inicial, mas foi mesmo a jogo desde início e mostrou, em vários momentos, porque é que é tão importante neste Liverpool, desde o posicionamento até à visão de jogo. Pareceu estar mais em jogo na primeira do que na segunda parte – coincidindo assim com os melhores períodos do Liverpool, sobretudo na frente – e saiu já numa fase em que Jurgen Klopp procurou sangue novo com as entradas de Naby Keita e Firmino.

Éder Militão: outro dos exemplos da resiliência e da capacidade do Real Madrid. Assinou cortes importantes quando o Liverpool insistia pelo golo e formou uma dupla de sucesso com David Alaba no centro da defesa. E se aqui e ali não conseguiram anular certos lances do Liverpool… Ainda havia um tal guarda-redes chamado Courtois a ajudar.

Sadio Mané: tentou agitar cedo o jogo e teve oportunidade para marcar, mas a noite não era do Liverpool.

(IMAGENS ELEVEN)

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