Beber café pode diminuir o risco de morte, indica estudo

CNN Portugal , MJC
31 mai, 11:52
Café. Adobe Stock

O consumo moderado de café, sobretudo sem açúcar, pode ser benéfico para a saúde

As pessoas que bebem café correm um risco menor de morte precoce, indica um estudo realizado na China.

Estudos anteriores sugeriam que a bebida pode ser benéfica para a saúde, com o consumo de café associado a um menor risco de certas doenças hepáticas e cardíacas, cancro e até demência. Agora, os investigadores descobriram que pessoas que consumiram uma quantidade moderada de café todos os dias, adoçado ou não, tiveram um risco menor de morte durante um período de sete anos do que aqueles que não beberam.

O estudo, publicado no Annals of Internal Medicine, é baseado em dados de mais de 171 mil participantes do BioBank do Reino Unido – que reuniu informações genéticas, de estilo de vida e de saúde de mais de 500 mil pessoas desde que começou em 2006, incluindo pormenores sobre os hábitos de consumo de café.

A equipa de investigadores usou ainda os dados dos atestados de óbito para rastrear os participantes por um período médio de sete anos a partir de 2009, durante o qual 3.177 pessoas morreram.

Depois de ter em consideração fatores como idade, sexo, etnia, nível educacional, tabagismo, quantidade de atividade física, índice de massa corporal e dieta, a equipa concluiu que, em comparação com aqueles que não bebiam café, as pessoas que o consumiam tinham um risco de morte mais baixo.

A maior redução - um risco de morte 29% menor - foi observada entre aqueles que bebiam entre 2,5 e 4,5 chávenas por dia.

A diminuição no risco de morte também era registada entre os consumidores de café adoçado com açúcar, pelo menos para aqueles que bebem entre 1,5 e 3,5 chávenas por dia. A tendência foi menos clara para as pessoas que usaram adoçantes artificiais.

No entanto, o estudo questionou os participantes sobre o consumo de café e outros hábitos apenas uma vez e baseou-se apenas no seu testemunho. Por isso, alguns investigadores consideram que o estudo não é conclusivo. Citado pelo The Guardian, Naveed Sattar, professor de medicina metabólica da Universidade de Glasgow, que não esteve envolvido no trabalho, alertou que as descobertas – embora intrigantes – não são definitivas.

“Isto acontece porque os consumidores de café são em geral mais ricos e têm uma vida mais saudável do que os não consumidores e não estou convencido de que esses fatores possam ser superados em estudos observacionais.” O professor Sattar acrescentou que as evidências genéticas não ligam o café a nenhum benefício importante para a saúde.

“Eu sugiro que as pessoas tomem café ou chá, de preferência sem açúcar, ao qual a maioria das pessoas pode adaptar-se. E tentar fazer todas as outras coisas que sabemos – mova-se mais, coma e durma melhor.”

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