Proença: «Mário Costa? Enquanto eu for presidente, não se repetirá»

26 jun 2023, 11:27

Liga vai avançar com ações judiciais contra Mário Costa, processo à BSports e vai pedir para ser constituída assistente nos processos relacionados com o caso

O presidente da Liga comentou esta segunda-feira o alegado envolvimento de Mário Costa, ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga, num esquema de tráfico de seres humanos.

Em declarações na Assembleia Geral Ordinária do organismo, Pedro Proença referiu-se à situação como um «caso de polícia» e deixou uma garantia: «Enquanto eu for presidente da Liga Portugal, um momento como este não se repetirá.»

Foram ainda anunciadas medidas no sentido do apuramento de responsabilidades de pessoas e entidades por «condutas lesivas do bom nome, honra, e imagem da Liga Portugal». Entre elas estão ações judiciais a Mário Costa e a outras entidades que venha a ser responsabilizadas por danos reputacionais causados à Liga ou por omissão de informações relevantes, fossem elas incompatíveis com as funções desempenhadas no organismo ou ignoradas no compromisso de honra.

A Liga vai ainda solicitar que seja constituída assistente em todos os processo relacionados com o caso e vai avançar com um processo contra a BSports por utilização indevida de uma denominação patenteada pela entidade que rege o futebol profissional em Portugal. Ficou ainda decidido que será solicitada uma auditoria forense a uma entidade externa para apuramento de eventuais responsabilidades legais, criminais e patrimoniais.

Proença reiterou que na Liga todos foram apanhados de surpresa pelo caso. «Para que não restem dúvidas sobre o que já tive oportunidade de dizer nos últimos dias, o presidente, os restantes presidentes dos órgãos sociais, a direção, a direção executiva e nenhum colaborador da Liga Portugal sabiam da existência da academia BSports e da sua alegada relação com o ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral», disse, destacando a celeridade da Liga neste processo que levou à renúncia do ex-dirigente que considerou ser indispensável para preservar a reputação do organismo.

«Nunca existiram, por isso, dúvidas na minha mente desde o primeiro minuto: o Dr. Mário Costa teria de renunciar, de imediato, ao cargo de Presidente da Mesa da Assembleia Geral. E essa foi, desde a manhã daquela segunda-feira, a minha única preocupação. Tentei, ao longo dos dois dias seguintes, por todos os meios ao meu alcance, sensibilizar o Dr. Mário Costa para o facto de a sua renúncia imediata ser a única forma de defender os interesses, a reputação e a credibilidade da Liga Portugal. E perante a demora na tomada pública de uma posição, agendei uma reunião de urgência com os presidentes dos três órgãos sociais da Liga. Uma reunião em que, como sabem porque disso informei todos os clubes, estávamos – eu e os presidentes do Conselho Jurisdicional e do Conselho Fiscal – alinhados em renunciarmos aos nossos mandatos caso o Dr. Mário Costa não renunciasse de imediato. E foi assim que, apenas 48 horas depois das primeiras notícias, o Dr. Mário Costa renunciou ao cargo de presidente da Mesa da Assembleia Geral.»

Na AG desta segunda-feira, foi também aprovado um voto de louvor, por unanimidade, pela forma como a direção da Liga conduziu todo o processo.

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