«Abel? Chegou momento do Brasil ter um selecionador estrangeiro»

André Cruz , Porto Palácio Hotel, Porto
22 set, 21:29
Coreia do Sul-Brasil (JEON HEON-KYUN/EPA)

Derlei destacou a evolução dos técnicos portugueses nos últimos anos

Tite deverá deixar a seleção brasileira depois da participação no Mundial 2022 e já se começam a equacionar alguns nomes para assumir o comando da 'canarinha'. Os recentes trabalhos de Abel Ferreira e Jorge Jesus no Brasil fazem com que um português seja considerado e Derlei, antigo futebolista, assume que teriam o seu aval.

«Hoje, há treinadores brasileiros que podem assumir com a saída do Tite após o Mundial, mas fala-se muito de um treinador estrangeiro vir a treinar a seleção do Brasil. Já se falava disso há algum tempo, mas agora há uma grande chance de isso acontecer. Se será português, espanhol ou de outra nacionalidade é difícil dizer. Sabemos é que os treinadores portugueses estão em alta no Brasil e pode ser que, naturalmente, um treinador português venha a assumir a seleção do Brasil. Na minha opinião, é altura de um treinador estrangeiro assumir a seleção do Brasil», disse o ex-jogador de FC Porto, Benfica, Sporting e Leiria, após a participação num dos painéis do World Scouting Congress.

«Abel Ferreira? Tem feito um excelente trabalho. Poderia ser ele ou outro, a qualidade é grande. É importante os treinadores já terem ganho títulos importantes, isso tem peso numa seleção como a do Brasil. O treinador chega lá e os jogadores têm esse respeito. É natural que o Abel seja um dos candidatos, tal como o Jorge Jesus, que também ganhou títulos importantes.»

Derlei afirmou que «nenhum país no mundo, nos últimos 20 anos, evoluiu tanto a nível de trabalho e treinadores como Portugal» e estabeleceu a diferença com os técnicos brasileiros.

«Os treinadores portugueses estão em todos os cantos do mundo e o Brasil não é exceção. Entraram com qualidade e exigência e têm uma forma de trabalhar diferente dos treinadores brasileiros, que são mais tranquilos. Os treinadores portugueses chegaram com dinâmica, persistência, velocidade e querendo ter a bola, o que fez a diferença. Os treinadores brasileiros já viram o quanto o futebol português evoluiu e, naturalmente, começam a sentir que a forma de trabalhar dos portugueses tem feito a diferença», rematou.

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