Mariana Mortágua quer reunir-se com PS, PCP, Livre e PAN

12 mar, 20:38

Numa declaração de 47 segundos, a coordenadora do Bloco diz que é preciso "analisar o resultado das eleições" que constitui "uma ameaça aos direitos sociais"

Mariana Mortágua quer reunir-se com os líderes de PS, PCP, Livre e PAN, na sequência dos resultados eleitorais de 10 de março, anunciou a própria.

"O Bloco pediu hoje [terça-feira] reuniões ao PS, ao PCP, ao Livre e ao PAN. No atual contexto, devem ser mantidas abertas as portas do diálogo e procurar a  máxima convergência na defesa do que é essencial", escreveu na rede social X a coordenador do Bloco de Esquerda, onde partilhou ainda um vídeo.

Numa declaração de 47 segundos, Mariana Mortágua diz que é preciso "analisar o resultado das eleições" que constitui "uma ameaça aos direitos sociais" e, nesse sentido, "debater os elementos de convergência, não só na oposição ao Governo de direita mas também na construção de uma alternativa". 

"As eleições de domingo mudaram a face política do país. Os resultados da AD, a subida da extrema-direita colocam Portugal sob o risco de um retrocesso e uma ameaça aos direitos sociais. Os partidos do campo democrático, os partidos ecologistas, os partidos da esquerda têm a obrigação de manter abertas as portas do diálogo e de procurar convergências. Não desistimos daquilo que é essencial, não abdicamos de nada, não abdicamos da memória, não abdicamos do futuro, nem do Estado social, nem o objetivo da igualdade. Queremos analisar o resultado das eleições, queremos debater os elementos de convergência, não só na oposição ao Governo de direita mas também na construção de uma alternativa. E queremos também garantir que, juntas e juntos, faremos este ano as maiores manifestações da comemoração do 25 de Abril", afirmou.

Nas eleições de 10 de março, o Bloco de Esquerda conseguiu manter os cinco deputados no Parlamento.

A Aliança Democrática (AD), que junta PSD, CDS e PPM, com 29,49% dos votos, conseguiu eleger 79 deputados para a Assembleia da República, contra 77 do PS (28,66%), seguindo-se o Chega com 48 deputados eleitos (18,06%).

A IL, com oito lugares, o BE, com cinco, e o PAN, com um, mantiveram o número de deputados. O Livre passou de um para quatro deputados enquanto a CDU perdeu dois lugares e ficou com quatro.

Estão ainda por apurar os quatro deputados eleitos pelo círculo da emigração, resultado que será conhecido apenas no próximo dia 20 de março. Só depois dessa data, e de ouvir os partidos com representação parlamentar, o Presidente da República indigitará o novo primeiro-ministro.

 

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