"Este não é um álbum country. Este é um álbum de Beyoncé": cantora anuncia novo disco com lançamento no final do mês

CNN Portugal , MJC
20 mar, 16:54
Capa do novo disco de Beyoncé (DR)

Cantora norte-americana mostra a capa do seu próximo álbum e desafia o conservadorismo da música country. "Cowboy Carter", a que também chama "Act II", vai estar à venda a partir de 29 de março

Vestida com o vermelho e o azul da América, com um chapéu e botas de cowboy e montada num cavalo branco: é assim que a cantora Beyoncé vai aparecer na capa do seu próximo disco, "Cowboy Carter", a que agora também chama "Act II", que será lançado no próximo dia 29. A fotografia, revelada esta terça-feira pela artista nas redes sociais, foi tirada por Blair Caldwell e tudo nela remete para o universo da música country, no entanto, ela deixa bem claro: "Este não é um álbum country. Este é um álbum de Beyoncé".

"Hoje marca a contagem regressiva de 10 dias até ao lançamento de 'Act II'", anunciou Beyoncé. "Este álbum levou mais de cinco anos a ser produzido. Nasceu de uma experiência que tive há anos, onde não me senti acolhida…e ficou muito claro que não fui", disse sem dar mais explicações. Muito provavelmente refere-se ao facto de, em 2016, ter lançado uma música com claras influências de country, "Daddy Lessons", que foi bastante atacada, inclusivamente com insinuações racistas. "Por causa dessa experiência, mergulhei mais fundo na história da música country e estudei o nosso rico arquivo musical", explicou.

"As críticas que enfrentei quando entrei neste género forçaram-me a superar as limitações que me foram impostas. 'Act II' é o resultado desse desafio que impus a mim própria e de dedicar o meu tempo a deformar e misturar géneros para criar este corpo de trabalho", explicou.

Os dois primeiros singles de "Cowboy Carter" foram lançados no mês passado, durante o Super Bowl: "16 Carriages" e "Texas Hold 'Em" - com este último Beyonce tornou-se a primeira mulher negra a alcançar o primeiro lugar do top "Hot Country Songs" da Billboard. Isto apesar de uma estação de rádio inicialmente se ter recusado a tocar a música e de vários comentadores a terem criticado, como o ex-protagonista de 'Dukes of Hazzard', John Schneider, que comparou a incursão de Beyoncé no country a um "cão a marcar todas as árvores".

A cantora agradeceu a todos os que a apoiaram. "Sinto-me honrada por ser a primeira mulher negra com um single número um no top de Hot Country Songs. (...) A minha esperança é que daqui a alguns anos a referência à raça de um artista, no que se refere ao lançamento de géneros musicais, seja irrelevante", escreveu.

Beyoncé explica que pensou neste álbum como uma continuação de "Renaissance", o seu último trabalho, lançado em 2022. Por isso, se "Renaissance" era o "Act I", este será o "Act II". Se em "Renaissance" Beyoncé prestou homenagem aos artistas queer negros que foram os pioneiros da house e da disco music, em "Cowboy Carter" parece estar a fazer o mesmo com a música country - recrutando estrelas country negras como a tocadora de banjo Rhiannon Giddens em "Texas Hold ‘Em" e o guitarrista de "pedal steel" Robert Randolph em "16 Carriages".

"Tenho algumas surpresas no álbum e colaborei com alguns artistas brilhantes que respeito profundamente", disse, sem dar mais detalhes. No entanto, na semana passada, Dolly Parton já revelou que Beyoncé gravou uma versão do seu clássico de 1973, "Jolene", pelo que tudo indica que este pode aparecer em "Act II". Para saber mais será preciso esperar por dia 29.

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