Primeiro-ministro israelita Lapid aceita derrota nas legislativas ganhas por Netanyahu com maioria absoluta

Agência Lusa
3 nov, 17:48
Primeiro-ministro israelita, Yair Lapid (Ronen Zvulun/AP)

Os resultados oficiais finais da votação, a quinta em quatro anos, são esperados ainda esta quinta-feira

O primeiro-ministro israelita, Yair Lapid, aceitou esta quinta-feira a derrota nas eleições legislativas de terça-feira em Israel e felicitou Benjamin Netanyahu pela vitória, indicou um comunicado do gabinete do chefe do Governo.

Segundo o documento, Lapid deu já instruções ao gabinete para começar a preparar uma transição organizada de poder.

“O Estado de Israel vem antes de qualquer consideração política. Desejo sucesso a Netanyahu, pelo bem do povo de Israel e do estado de Israel”, afirmou o primeiro-ministro cessante.

Lapid, que foi chefe de Governo interino durante quatro meses, decidiu anunciar a aceitação da derrota eleitoral depois de a contagem dos votos, quase nos 100%, mostrar que Netanyahu garantiu a maioria parlamentar. 

Os resultados oficiais finais da votação, a quinta em quatro anos, são esperados ainda esta quinta-feira.

Prevê-se que, quando assumir o poder, provavelmente nas próximas semanas, Netanyahu lidere o governo mais à direita da história do país.

Segundo os resultados mais recentes, com mais de 90% dos votos contados, o Likud, de Netanyahu, já assegurou 32 assentos no Parlamento (Knesset), ao que se juntam os 19 dos dois partidos ultraortodoxos e os 14 do Sionismo Religioso.

Desta forma, os resultados asseguram 65 dos 120 lugares do Parlamento, uma maioria confortável para o regresso de Netanyahu, que já acumulou, no passado, 15 anos no cargo de primeiro-ministro.

Em contraste, o bloco de partidos anti-Netanyahu, liderado por Lapid, à frente do partido Yesh Atid (centro), conseguiu manter o segundo lugar, com 24 deputados, mas os seus parceiros no centro, à direita e à esquerda tiveram um desempenho negativo, enfraquecendo uma eventual coligação.

No total, têm 55 lugares, incluindo 12 para o partido da Unidade Nacional, liderado pelo atual ministro da Defesa, Benny Gantz.

O histórico Partido Trabalhista, que governou Israel durante quatro décadas, mal ganha o mínimo de quatro lugares, enquanto o pacifista Meretz não ultrapassa o limiar eleitoral e estará fora do parlamento pela primeira vez desde a sua criação em 1992.

O partido Balad, árabe, também parece estar fora do Knesset.

A maioria dos votos regulares já foi contada, faltando a verificação dos votos por correspondência de eleitores de bases militares, hospitais, lares, prisões e embaixadas.

As sondagens pré-eleitorais tinham indicado que haveria um impasse, sem um bloco com uma maioria suficiente para formar um governo, suscitando receios de uma nova ida às urnas em 2023.

Mas os resultados parciais mostram que o bloco de Netanyahu terá espaço para governar com uma coligação de direita homogénea a nível ideológico, segundo a EFE.

Netanyahu e seus aliados obtêm maioria no parlamento

Benjamin Netanyahu, ex-primeiro-ministro israelita que mais tempo esteve no poder, obteve, juntamente com os seus aliados da direita, a maioria absoluta no Knesset (parlamento), anunciou a comissão eleitoral.

Com 32 mandatos para o Likud do ex-chefe de Governo Netanyahu, 18 para os partidos ultraortodoxos e 14 para uma aliança de extrema-direita, o bloco de direita conquistou nas eleições legislativas 64 assentos parlamentares, segundo a comissão eleitoral de Israel.

Em contrapartida, o bloco do primeiro-ministro cessante Yaïr Lapid, centrista, obteve 51 mandatos no Knesset.

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